- A Simpar anunciou um aumento de capital com potencial de até R$ 3,4 bilhões, com a BNDESPar como investidora relevante, para desalavancagem e para capitalizar a Movida e a Vamos.
- A BNDESPar investirá até R$ 1,35 bilhão nas três companhias: até R$ 680 milhões na Simpar, R$ 375 milhões na Movida e R$ 300 milhões na Vamos.
- A JSP Participações, veículo da família Simões, e investidores institucionais complementam o aporte, com a participação da família abaixo de 5% para manter disclosure exigido.
- Os preços de referência seguem com desconto: até R$ 11,24 por ação da Simpar (desconto de 5%), R$ 11,72 por ação da Movida (desconto de 12%) e R$ 3,85 por ação da Vamos (desconto de 10%).
- A operação busca reduzir alavancagem da companhia e ocorre em um contexto de questionamentos de rating; diluição para a controladora deve ficar entre 10% e 18%, com Bradesco BBI assessorando.
A Simpar informou que vai levantar até R$ 3,4 bilhões em capital próprio, com a BNDESPar como investidora relevante. A operação visa destravar a desalavancagem da holding da família Simões.
A BNDESPar vai investir até R$ 1,35 bilhão nas três companhias do grupo: até R$ 680 milhões na Simpar, R$ 375 milhões na Movida e R$ 300 milhões na Vamos. O saldo virá da JSP Participações e de investidores institucionais.
Todos os investidores adicionais ficarão abaixo de 5% do cap table, mantendo a governança sob controle da família. O acordo prevê direitos para a BNDESPar manter participação relevante em futuras operações.
Estrutura e horários do aporte
A Simpar fará um aumento de capital de até R$ 2 bilhões a R$ 11,24 por ação, com desconto de 5% sobre o fechamento de hoje. Movida e Vamos captariam entre R$ 500 milhões e R$ 750 milhões e entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, respectivamente, com descontos de 12% e 10%.
A operação chega em momento de maior preocupação com alavancagem após investimentos pesados entre 2020 e 2024. Em junho, a Fitch rebaixou ratings da Simpar, JSL, Movida e Vamos.
Em trimestres recentes, a empresa começou a tomar medidas para melhorar o balanço. No terceiro trimestre, a alavancagem ficou em 3,5x, abaixo do teto de covenants de 4x.
A venda da Ciclus Ambiental, em agosto, por R$ 1,9 bilhão, é apontada por analistas como fator para redução da alavancagem, ainda que Simões destaque que o movimento é gradual.
A diluição da controladora deve ficar entre 10% e 18%. Hoje, os Simões detêm 76% do capital. O Bradesco BBI atua como assessor da empresa.
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