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Ásia busca óleo combustível enquanto exportações do Oriente Médio caem

Ásia enfrenta escassez de óleo combustível enquanto exportações do Oriente Médio caem, elevando preços de bunkers e custos logísticos

Shipping vessels and oil tankers line up on the eastern coast of Singapore in this July 22, 2015. REUTERS/Edgar Su/File Photo/File Photo
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  • Comerciantes de óleo combustível na Ásia enfrentam dificuldades para obter suprimento alternativo devido à guerra no Irã e ao estreitamento do estreito de Hormuz, elevando a procura por cargas no Ocidente.
  • A falta de volumes de óleo combustível do Oriente Médio deve reduzir o abastecimento de bunker para navios, com preços em portos de refino como Singapura projetados para subir.
  • Transições de óleo combustível pelo estreito de Hormuz caíram cerca de noventa por cento na semana, agravando a volatilidade do bunker e o aperto de oferta.
  • Preços do bunker com alto teor de enxofre em Singapura subiram mais de quarenta por cento desde o início da guerra; o óleo com baixo teor de enxofre subiu mais de trinta por cento.
  • Fontes apontam possíveis suprimentos vindos dos Estados Unidos, México e Venezuela, mas volumes são insuficientes; o petróleo russo permanece sob sanções, limitando opções.

A ausência de óleo combustível no Golfo Persa está pressionando mercados asiáticos. Fontes do setor dizem que a guerra no Irã reduziu envios através do estreito de Hormuz, levando traders a buscar fornecedores no Ocidente.

Traders relatam dificuldade em assegurar suprimento alternativo para o segundo semestre de março. Os custos de abastecimento aumentam em portos-chave, como Singapura, elevando o preço do bunkering para navios e, por consequência, o frete de mercadorias.

Dados de fluxo mostram que as exportações de óleo combustível via Hormuz costumam responder por cerca de 3,7 milhões de toneladas mensais. Do total que passa pelo estreito, aproximadamente 70% vai para o Sudeste Asiático.

A atividade de navios no estreito caiu. Análises indicam que os trânsitos estão cerca de 90% abaixo do registrado na semana anterior, elevando a volatilidade de preços.

Especialistas destacam que, se o complexo de combustível de alta enxofre dependia fortemente de Hormuz, qualquer interrupção parcial pode pressionar o equilíbrio do mercado global, sobretudo para bunker.

Fontes de abastecimento ocidentais

Os preços do bunker de alta enxofre em Singapura subiram mais de 40% desde o início do conflito, enquanto o óleo de baixa enxofre avançou acima de 30%. Refino ocidental pode suprir parte da demanda, mas tarifas de frete elevadas dificultam as negociações.

Um comerciante de Singapura aponta dificuldade de encontrar óleo para a segunda metade de março, com navios caros demais e arbitragem para Singapura fechada. Estados Unidos e México aparecem como opções, mas com volumes limitados.

Cargas adicionais podem vir da Venezuela, mas até o momento permanecem no ocidente. Rússia também figura como opção, porém enfrenta sanções e sensibilidade de compradores, mantendo o óleo fora de muitos contratos.

O fornecimento de óleo iraniano continua sob restrições há anos, ainda que a China tenha adquirido parte dessas cargas. O conflito tem reduzido ainda mais os embarques, segundo fontes do setor.

Caso haja redução do suprimento iraniano, produtores independentes de asfalto da China poderiam buscar mais óleo de enxofre direto na Rússia, o que pode reduzir ofertas disponíveis na rota de Singapura.

perspectivas e ajustes de mercado

Outro caminho apontado envolve refinarias regionais asiáticas, cuja produção tende a cair diante da escassez de petróleo cru. No mercado de enxofre baixo, houve altas menos acentuadas devido a fornecimentos do Brasil e Nigéria, com exceção das cargas da refinaria al-Zour, no Kuwait, que ficaram paradas.

Especialistas ressaltam que os custos de reposição devem subir conforme a pressão de curto prazo se intensificar. O mercado ainda tenta absorver o estoque existente em Singapura, além do volume retido em navios.

Traders destacam a necessidade de monitorar a evolução das negociações e dos bloqueios em Hormuz, pois impactos significativos na oferta podem acelerar movimentos de preço e margens de refino nos próximos dias.

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