- A produção industrial no Brasil subiu 1,8% em janeiro, na comparação com dezembro, a maior alta desde junho de 2024.
- Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 0,2%, interrompendo três quedas consecutivas.
- O IBGE aponta que o resultado pode ter sido influenciado pela base de comparação mais fraca em dezembro, quando houve queda de 1,9%.
- Os principais impactos positivos vieram dos setores de produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%); entre os negativos, destaca-se máquinas e equipamentos (-6,7%).
- Todas as categorias econômicas registraram altas em janeiro ante dezembro: bens de consumo duráveis, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis.
A produção industrial do Brasil subiu 1,8% em janeiro ante dezembro, consolidando o início de 2026 com o maior avanço em cerca de um ano e meio. O desempenho ficou acima da previsão de 0,7% apontada pela Reuters.
Na comparação com janeiro de 2025, houve alta de 0,2%, interrompendo três queda consecutivas. Segundo o IBGE, a leitura anual foi impactada pela base de comparação mais fraca em dezembro, quando houve recuo de 1,9%.
A indústria está 15,3% abaixo do recorde de maio de 2011. Dados do PIB divulgados nesta semana mostraram crescimento de 1,4% em 2025, após 3,1% em 2024.
Desempenho por setor
Em janeiro, 19 das 25 atividades tiveram alta frente a dezembro. Produtos químicos lideraram com +6,2%, seguidos por veículos automotores, reboques e carrocerias (+6,3%) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+2,0%).
Entre os químicos, adubos, fertilizantes, herbicidas e fungicidas impulsionaram o resultado, refletindo demanda agrícola sazonal. Resultados negativos ficaram com máquinas e equipamentos, -6,7%, puxados por bens de capital para uso industrial e agrícola.
Contexto macro e perspectivas
Mundo interno aponta que a Selic ficou em 15%, com perspectiva de cortes a partir de março, na tentativa de favorecer a indústria diante de inflação mais baixa e mercado de trabalho robusto. O cenário internacional, com tensão no Oriente Médio, também influencia as projeções setoriais.
Pelo lado da composição, bens de consumo duráveis subiram 6,3%, bens de capital 2,0%, bens intermediários 1,7% e bens de consumo não duráveis 1,2%. A leitura sugere recuperação parcial após o fraco fim de 2025.
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