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Memória: Otavio Castello Branco, o pai da infraestrutura no Pátria

Morre Otávio Castello Branco, fundador da infraestrutura do Pátria Investimentos, aos 67 anos, após complicações de infarto

Otavio Castello Branco
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  • Otavio Castello Branco morreu em Nova York aos 67 anos, vítima de complicações de um infarto ocorrido há duas semanas.
  • Foi fundador da área de infraestrutura do Pátria Investimentos, saiu do Pátria no fim de 2024 e dividia o tempo entre Brasil, EUA e Portugal.
  • Tinha passagem pelo Chase Manhattan/JP Morgan e foi CFO da CAEMI; atuou no BNDES em 2001, durante a crise energética.
  • Comandou a vertical de infraestrutura e energia do Pátria a partir de 2006, ajudou a criar a ERSA e foi chairman da Hidrovias do Brasil, além de conselheiro da Ultrapar.
  • Deixa a mulher, Luciana, quatro filhos e cinco netas; era conhecido pela devoção à família e por hobbies como ciclismo, tênis, judô e vinhos.

Otavio Castello Branco, principal figura por trás da estratégia de infraestrutura do Pátria Investimentos, morreu neste domingo em Nova York, onde estava há duas semanas após sofrer um infarto. Ele tinha 67 anos.

A morte ocorreu em Nova York, local onde Otavio residia parte do tempo. A passagem pelo Pátria ficou marcada pela criação da área de infraestrutura e energia, que elevou a atuação dagestora a um novo patamar. A família informou que ele vinha se afastando gradualmente desde o fim de 2024.

Formado em engenharia pela Poli de São Paulo, Otavio construiu boa parte de sua carreira no setor financeiro. Entre 1983 e 2001 atuou no Chase Manhattan/JP Morgan, chegando a presidir a operação brasileira. Também foi CFO da CAEMI, entre 1990 e 1995.

Em 2001, durante a crise do apagão, aceitou convite do governo para chefiar a diretoria de infraestrutura e energia do BNDES, integrando o Comitê de Crise Energética. Recebeu a Ordem de Rio Branco e ganhou o apelido de comendador entre amigos.

Ainda no BNDES, integrou conselhos da Vale e da antiga Eletrobras, hoje AXIA Energia. Em 2003, foi convidado por Olimpio Matarazzo para integrar o Pátria, começando pela área de M&A.

Em 2006, Otavio passou a liderar a vertical de infraestrutura e energia, impulsionando o crescimento da gestora. Contribuiu ainda para fundar a ERSA, renovável adquirida pela CPFL, ficou à frente da Hidrovias do Brasil e atuou como conselheiro da Ultrapar.

Pelo lado pessoal, Otavio era conhecido pela devoção à família. Praticava ciclismo, tênis e judô, além de apreciar vinhos. Deixa a mulher, Luciana, quatro filhos e cinco netas.

A família e o Pátria investiram destacadamente na trajetória de Otavio, cuja visão empreendedora foi citada por Olimpio Matarazzo, atual chairman do Pátria, como base para muitos projetos da empresa. A reportagem procurou fontes ligadas ao empresário para confirmar detalhes da cerimônia fúnebre e do legado deixado.

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