- A Shiva levantou US$ 10 milhões no pre-seed, o maior da história na América Latina, liderado pela Monashees com participação da Endeavor Catalyst.
- A startup quer bancar negócios criados exclusivamente com inteligência artificial, com 30 empreendedores passando por três meses de teste.
- Na segunda fase, há apoio financeiro mensal de R$ 2 mil a R$ 40 mil por até um ano, além de suporte para ferramentas de IA; a Shiva recebe entre 5% e 15% do capital.
- O fundador é Lucas Marques, ex-COO do Méliuz, que criou a Shiva após deixar a empresa e ver evolução rápida de plataformas de IA, acreditando em mudanças no modelo de venture capital.
- No programa, há exemplos como venda de clientes para SaaS com IA, treinamento para evitar golpes na internet e solução de IA para o RH; o perfil dos empreendedores varia de dev sênior a motoboy que resolveu empreender.
A Shiva, startup criada pelo ex-COO do Méliuz Lucas Marques, levantou US$ 10 milhões em um pre-seed, o maior da história da América Latina nesse estágio. O aporte foi liderado pela Monashees, com participação da Endeavor Catalyst. A captação visa financiar startups que sejam desenvolvidas quase que inteiramente com IA.
A proposta é apoiar empreendedores que atuem sem equipes tradicionais, usando apenas ferramentas de inteligência artificial para criar produto, marketing, vendas e contabilidade. O programa selecionou um primeiro grupo de 30 interessados que passam por uma fase de teste de três meses.
Durante essa etapa, os futuros entrepreneurs contam com uma comunidade no Slack para trocar dúvidas e experiências e com mentorias técnicas, de produto e marketing. O objetivo é validar modelos de negócio criados exclusivamente com IA.
Estrutura de apoio e participação
Quem avançar para a segunda fase recebe suporte financeiro mensal da Shiva por até um ano. Os valores variam entre R$ 2 mil e R$ 40 mil por mês, mais recursos para contratar ferramentas de IA como Claude, ChatGPT e Gemini. Em contrapartida, a Shiva fica com participação entre 5% e 15% do capital.
Lucas Marques criou a Shiva após deixar o Méliuz, em 2023, dois anos após o IPO. Ele afirma ter se dedicado a estudar IA e ao programa ONG Programadores do Amanhã, que também influenciou a iniciativa.
Segundo Marques, houve evolução rápida nas plataformas de IA desde o ano passado, o que motivou a criação da Shiva. Ele destaca ainda que dois alunos do Programadores do Amanhã manifestaram interesse em empreender com IA.
Perspectiva e casos em andamento
Marques defende que a IA pode transformar o modelo de venture capital tradicional, com mais startups faturando entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões com equipes enxutas. A aposta é em modelos de negócios que gerem dividendos e histórico de bootstrap.
As primeiras iniciativas apoiadas incluem uma empresa que usa IA para identificar clientes para softwares SaaS, outra que treina usuários para evitar golpes na internet e uma terceira que desenvolve soluções de IA para o RH, incluindo entrevistas automatizadas.
Entre os participantes, o perfil é diverso, desde desenvolvedores seniores com décadas de experiência até profissionais sem ligação direta com tecnologia, como um entregador que decidiu empreender.
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