- Vídeos com drone na Rocinha, maior favela do Rio, viralizam, com turistas chegando a esperar até duas horas para se filmar; o passeio tem preço mínimo de 150 reais.
- Há debate sobre romantização da pobreza e do crime; o fundador da Na Favela Turismo afirma que a proposta é mudar preconceitos, mostrando o lado positivo da comunidade.
- O tour percorre becos e lajes onde moradores seguem com a vida, com visitas a artistas locais e apresentações de capoeira; proprietários cobram pelas visitas.
- A iniciativa formou 300 guias locais e dez pilotos de drone, e há um aplicativo para acompanhar a localização dos guias e cancelar visitas em operações policiais.
- Dados do turismo apontam recordes: janeiro teve quase 290 mil visitantes internacionais; em fevereiro, Rocinha e Vidigal registraram 41 mil visitantes.
Durante a reportagem, vídeos com drone mostram a Rocinha, maior favela do Rio, com turistas registrando imagens enquanto a laje serve de cenário para a vista aérea. O episódio coincide com recordes de visitantes na cidade, aumentando o debate sobre a prática.
O projeto é conduzido pela empresa Na Favela Turismo, criada para revelar o lado positivo das comunidades. Fundador afirma que a intenção é combater preconceitos, não romantizar a pobreza, e manter roteiros que incluem vida cotidiana, artistas locais e apresentações de capoeira.
Segundo a empresa, o acesso à laje ocorre apenas por meio de tours. Em cada passeio, os visitantes percorrem becos, observam moradores e participam de atividades locais. O serviço também monitora, em tempo real, a segurança da área.
Quem participa é treinado para operar drones e orientar turistas. Entre os guias estão moradores da Rocinha, com apoio de pilotos de drone contratados pela empresa. O objetivo é promover renda sem deslidar da realidade da comunidade.
Entres as controvérsias, há críticas de que os vídeos possam normalizar violência e desigualdades. Comentários em redes sociais variam entre elogios à transparência e acusações de exploração turística.
Dados oficiais indicam crescimento do turismo no Rio, com recordes de visitantes internacionais. Em fevereiro, a Rocinha e o Vidigal registraram cerca de 41 mil visitantes, segundo a empresa. Demais fontes reforçam o debate sobre ética e impacto comunitário.
Perspectivas e impactos
Especialistas ressaltam a necessidade de equilíbrio entre visibilidade econômica e preservação da dignidade local. Verificam-se efeitos positivos na renda, mas ressaltam riscos de transformar a favela em cenário de consumo externo.
Representantes comunitários defendem que o turismo pode ampliar oportunidades, desde que haja controle de fluxo e respeito à rotina dos moradores. O debate permanece aberto sobre como moldar o setor de forma responsável.
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