- Binance abriu processo por difamação contra o Wall Street Journal no Distrito Sul de Nova York, em 11 de março, alegando que a reportagem apresentou informações falsas sobre controles de conformidade e dados de sanções.
- A matéria do WSJ afirmou que a Binance processou mais de $1,7 bilhão em transações ligadas a entidades sancionadas, incluindo a entidade de câmbio de moeda fiat para cripto em Hong Kong chamada Blessed Trust.
- A Binance rebateu, dizendo ter enviado 19 respostas detalhadas e respondido a 27 perguntas antes do prazo, sem que nenhuma parte constasse na matéria final; o CEO Richard Teng negou as acusações.
- A exchange sustenta queda de 96,8% na exposição a sanções após a melhoria de seus protocolos e que mais de 1.500 funcionários atuam em conformidade.
- O caso ocorre em meio a pressão regulatória e a um debate sobre o padrão de conduta da imprensa no setor de criptomoedas, com autoridades já avaliando a necessidade de investigações adicionais.
Binance processou o Wall Street Journal (WSJ) por difamação na Southern District of New York, nesta terça-feira, 11 de março. A ação contesta reportagem sobre controles de conformidade e dados de sanções relacionados ao Irã. A defesa afirma que as alegações são falsas e não refletem evidências documentadas.
A matéria do WSJ, publicada em fevereiro, sustenta que a Binance processou mais de US$ 1 bilhão para entidades sancionadas, incluindo uma empresa de conversão de fiat para cripto com sede em Hong Kong. Segundo o diário, houve uma briga interna entre equipes de conformidade e direção sobre fluxos ilícitos.
A Binance rebateu dizendo ter enviado 19 respostas detalhadas e respondido a 27 perguntas antes do prazo, sem que parte dessas informações tenha sido publicada. O CEO Richard Teng afirmou que funcionários teriam sido demitidos por violações de política de dados, não por sinalizar evasões de sanções.
A exchange aponta números para respaldar sua defesa, afirmando redução de 96,8% no risco de sanções por meio de protocolos aprimorados. Mais de 1.500 funcionários atuam em conformidade, o que representa quase um quarto da força de trabalho. A empresa também esclarece que a conta associada a Blessed Trust foi offboarded e reportada à polícia em 2025.
A ação busca indenização por danos compensatórios e punitivos, argumentando que a reportagem causou prejuízos que uma simples correção não sanaria. O caso acontece em um momento de tensão regulatória para cripto, com outros debates legislativos em pauta nos EUA.
Analistas acompanham o desdobramento como teste ao padrão de “maldade real” na cobertura do setor. Em paralelo, Binance teve uma decisão favorável em 7 de março, quando um juiz federal rejeitou outra ação relacionada a financiamento de terrorismo, fortalecendo a defesa da empresa.
O desfecho pode impactar a relação entre grandes plataformas de cripto e a mídia especializada, além de influenciar investigações regulatórias baseadas na reportagem do WSJ. Novas informações devem surgir nos próximos dias e semanas.
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