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Raízen negocia com credores BNP, Bradesco, Santander e Itaú

Raízen inicia reestruturação extrajudicial de dívida de R$ 65 bilhões, suspendendo pagamentos por 90 dias enquanto credores como BNP Paribas, Bradesco, Santander e Itaú avaliam plano

A Raízen, que já foi a principal produtora de biocombustíveis do Brasil, vem sofrendo com altas taxas de juros, safras fracas (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • A Raízen passou a realizar uma reestruturação extrajudicial de dívida, estimada em cerca de R$ 65 bilhões, suspendendo pagamentos por 90 dias para obter aprovação dos credores.
  • Entre os principais credores estão BNP Paribas (R$ 4,2 bilhões), Bradesco, Santander, Rabobank e Sumitomo Mitsui (cerca de R$ 2 bilhões cada), além de Itaú Unibanco (mais de R$ 1 bilhão).
  • Bank of New York Mellon atua como administrador fiduciário, com credor em torno de R$ 26 bilhões; a securitizadora True figura com crédito de aproximadamente R$ 6,4 bilhões.
  • A Raízen é controlada pela Shell e pela Cosan; o plano pode envolver aportes de capital, conversão de dívida em ações ou venda de ativos.
  • A companhia tem enfrentado altas taxas de juros, safras fracas e grandes investimentos não quitados, além de queda no preço de seus títulos em dólares e rebaixamento de risco para grau especulativo.

O Grupo Raízen, controlado pela Shell e pela Cosan, iniciou um processo de reestruturação extrajudicial de cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. Os pagamentos foram suspensos enquanto a empresa busca a aprovação dos credores para um plano mais amplo, em um prazo de 90 dias.

Entre os maiores credores, o BNP Paribas tem a receber R$ 4,2 bilhões, segundo documentos da Raízen. Bradesco, Santander, Rabobank e Sumitomo Mitsui aparecem com aproximadamente R$ 2 bilhões cada um, e o Itaú Unibanco com pouco mais de R$ 1 bilhão.

Além desses, o Bank of New York Mellon atua como administrador fiduciário, citado como credor de cerca de R$ 26 bilhões. A securitizadora True também figura entre os grandes credores, com créditos próximos de R$ 6,4 bilhões.

As dívidas envolvem diferentes instrumentos, incluindo certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs), usados para financiar o setor. A estruturação desses títulos tem papel relevante no financiamento do agronegócio brasileiro.

A Raízen enfrenta condições de mercado desafiadoras, com juros elevados, safras fracas e investimentos ainda não pagos. A queda no preço dos seus títulos em dólares sinaliza dificuldades financeiras.

Ainda não houve respostas oficiais de comentários de Bradesco, Rabobank, BNP Paribas, Santander, Sumitomo, Itaú Unibanco, True e BNY Mellon. A empresa não divulgou detalhes sobre o plano ou cenários de aporte de capital.

A negociação visa reorganizar a dívida e pode envolver aportes de capital dos controladores, conversão de dívida em ações ou venda de ativos, conforme os documentos apresentados.

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