- A Revolut recebeu licença bancária completa do Banco da Inglaterra, passando a operar como Revolut Bank UK, com transferência gradual de clientes para a nova entidade no Reino Unido.
- A autorização amplia a concorrência no mercado britânico e sustenta a meta de alcançar 100 milhões de usuários em 100 mercados.
- A aprovação encerra o estágio de mobilização com a Autoridade de Regulação Prudencial, durante o qual a empresa testou sistemas com um grupo reduzido de clientes.
- Com a licença, clientes no Reino Unido terão acesso a produtos de empréstimo e à proteção do Esquema de Compensação de Serviços Financeiros, até £120.000 por depositor.
- A Revolut busca licença bancária nos EUA em 2026, avalia entrada no mercado de ações no Reino Unido e já tem parcerias com Nvidia e OpenAI, com avaliação de cerca de US$ 75 bilhões.
A Revolut obteve a licença bancária completa no Reino Unido, liberando a empresa para operar como banco regulado pelo banco central local. A transição ocorre após mais de um ano em regime de mobilização com as autoridades, e clientes no Reino Unido serão transferidos para o Revolut Bank UK ao longo de vários meses.
A autorização permite competir de forma mais ampla com bancos tradicionais no mercado doméstico e facilita o avanço da expansão global, com a ambição de alcançar 100 milhões de usuários em 100 mercados. A empresa mantém o foco em acelerar a entrada em novas jurisdições, inclusive nos EUA.
Expansão e impactos no mercado
A Revolut se apresentará aos consumidores do Reino Unido com um conjunto completo de serviços bancários, incluindo empréstimos já disponíveis na Europa. A mudança amplia a oferta da empresa, que até então operava sob regras menos restritivas para pagamentos eletrônicos.
A avaliação da empresa atingiu US$ 75 bilhões e contou com apoio de grandes players como Nvidia e uma parceria com OpenAI. A PRA confirmou a emissão da licença, enquanto o Financial Times informou que a autorização era iminente.
Caminhos futuros e próximos passos
Com a licença, a Revolut também passa a integrar o Esquema de Compensação de Serviços Financeiros, assegurando depósitos de até £120.000 por cliente em caso de falência de um banco. A empresa mantém a meta de expandir para os EUA ainda neste ano, após já ter explorado aquisições de bancos norte-americanos.
A gigante fintech continua avaliando a possibilidade de abrir capital no Reino Unido ou em outra praça. Também permanece em vias de ampliar operações reguladas em outras regiões, implementando serviços mais amplos conforme as autorizações forem concedidas.
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