- Ibovespa fechou em queda de 2,55%, aos 179.284 pontos, em meio à aversão ao risco global ante a guerra no Irã e a alta do petróleo.
- O dólar comercial subiu 1,69%, para R$ 5,24.
- Brent terminou em US$ 101,56 o barril, maior fechamento desde 2022, com o WTI subindo no mesmo ritmo.
- Entre as ações brasileiras, 77 das 84 do Ibov caíram; VALE3 e bancos puxaram as quedas, enquanto Petrobras teve ganho nas ações preferenciais e ordinárias.
- Dados de inflação: IPCA de fevereiro subiu 0,70% e IPCA em doze meses ficou em 3,81%; o Copom pode anunciar corte de 0,25 ponto percentual na próxima semana. Além disso, o governo informou imposto de exportação de 12% sobre o petróleo e zerou PIS/Cofins sobre o diesel.
O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira, 12, com queda de 2,55% aos 179.284 pontos, em linha com o clima de aversão ao risco nos mercados globais diante da guerra no Irã e da alta do petróleo. O recuo ampliou perdas após os ganhos dos três pregões anteriores.
O Brent avançou 9,90% e fechou em US$ 101,56 o barril, maior fechamento desde 2022, segundo a Bloomberg News. O WTI acompanhou o movimento de alta, elevando tensões inflacionárias e pressões para combustíveis. O dólar comercial subiu 1,69%, cotado a R$ 5,24.
O temor de investidores é que o petróleo mais caro perpetue a pressão sobre preços, prejudicando a perspectiva de cortes de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. O Copom deve se reunir na próxima semana, com a curva de juros precificando maior probabilidade de redução de 0,25 ponto percentual na Selic.
Projeções e números do IPCA
O IPCA de fevereiro, divulgado pelo IBGE, acelerou 0,70% na leitura mensal, acima da mediana de economistas consultados pela Bloomberg (0,64%). Em 12 meses, o índice atingiu 3,81%, acima do centro da meta de 3% para o Banco Central. O resultado reforça a percepção de inflação como risco a ser monitorado, especialmente diante da volatilidade recente do petróleo.
Entre os ativos brasileiros, as perdas foram generalizadas: 77 das 84 ações do Ibovespa tiveram queda. Vale, bancos e setores de consumo ficaram entre os maiores impactos negativos. Petrobras foi a exceção, com alta de 0,45% nas ações preferenciais e 1,45% nas ordinárias.
A Prio teve valorização de 0,25%, enquanto Brava Energia, Eneva e PetroRecôncavo registraram quedas. Mesmo com o forte movimento de alta no petróleo global, o desempenho das petroleiras brasileiras ficou pressionado por decreto governamental que instituiu imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, acompanhado da zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel em meio ao ambiente eleitoral.
— Com informações da Bloomberg News.
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