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Projeto rastreia algodão de 1 milhão de peças, do campo à vitrine

Expansão do SouABR mira rastrear um milhão de peças até 2026, dependente da adesão de novas marcas e dos custos de implantação

Programa conecta produtores, indústria têxtil e varejistas para rastrear a origem do algodão. (Foto: Divulgação)
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  • O programa SouABR da Abrapa amplia a rastreabilidade do algodão, com meta de 1 milhão de peças rastreadas até o fim de 2026, dependendo da adesão de novas marcas.
  • Após fase piloto com Calvin Klein, C&A, Farm, Riachuelo e Almagrino, o projeto já totalizou mais de 640.000 peças rastreadas e abriu acesso a dados via QR Code na etiqueta.
  • Em 2025, o programa teve recorde de adesão, com 319.647 peças rastreáveis, conectando produtores, fiações, tecelagens e confecções a varejistas.
  • A cadeia envolve 110 produtores e 168 fazendas, com 50.095 fardos rastreados, e marca a passagem para uma política de adesão paga a partir de julho de 2026, com taxas variáveis por porte e volume.
  • O custo de adesão e onboarding começa em valores estabelecidos para MEI e empresas, buscando sustentar o programa enquanto a indústria encara desafios de custo e de percepção do valor da rastreabilidade.

Após quatro anos de pilotos, o programa SouABR, da Abrapa, amplia a rastreabilidade do algodão. A meta é acompanhar 1 milhão de peças até o fim de 2026, ampliando participação de marcas e cadeias de fornecimento. A iniciativa envolve marcas como Calvin Klein, C&A e Almagrino.

O que acontece: o SouABR mapeia o caminho do algodão desde a fazenda até a peça final, com dados disponíveis ao consumidor via QR Code na etiqueta. Em 2025, foram 319.647 peças rastreáveis, consolidadas em uma plataforma digital mantida pela Abrapa.

Quem está envolvido: produtores, fiações, tecelagens, malharias, confecções e varejistas que integram o movimento Sou de Algodão. Entre as marcas que já participaram estão Farm, Riachuelo, C&A, Calvin Klein e Almagrino. O objetivo é ampliar esse conjunto nos próximos anos.

Quando e onde: a expansão ocorre após quatro anos de testes, com foco no Brasil e intenção de ampliar a adesão de novas marcas ao projeto. A plataforma foi desenvolvida a partir de 2019, com primeiras coleções rastreadas em 2021, destacando ações na SPFW.

Por quê: a rastreabilidade busca garantir práticas socioambientais na cadeia do algodão, conectando produção nas fazendas à fiação, passando pelo processo de costura. O objetivo é incentivar a adoção de boas práticas desde o campo até a loja, tornando o consumo mais transparente.

Desafios e custos: a expansão depende da adesão de toda a cadeia. Varejistas precisam engajar confecções, fiações e tecelagens, além de adaptar processos para trabalhar apenas com fardos certificados. Há aumento de custos operacionais para as empresas que participam.

Estrutura financeira: a partir de julho de 2026 entra em vigor uma política formal de adesão, com mensalidades variando por porte da empresa. Microempreendedor Individual paga cerca de R$ 1.200; microempresas, R$ 6.000; empresas de pequeno porte, R$ 12.000. Varejistas pagam quando o volume rastreado atinge patamares elevados, além de taxa de onboarding.

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