- O CFO da Tenda afirmou à Bloomberg Línea que o reajuste do Ministério das Cidades pode beneficiar metade da base de clientes, com o limite da faixa 1 subindo de R$ 2.850 para R$ 3.200, se aprovado pelo FGTS.
- A empresa registrou R$ 1 bilhão em vendas brutas nos dois primeiros meses de 2026, crescimento de 27% ante o mesmo período de 2025.
- Para o ano, a Tenda projeta lucro líquido consolidado entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, excluindo o resultado de swap de dívida, representando avanço de 35% a 62%.
- No quarto trimestre de 2025, a empresa teve lucro de R$ 104,6 milhões, alta de 390,9% na comparação com o mesmo período de 2024; a Alea registrou prejuízo de R$ 50,2 milhões no trimestre e de R$ 130,4 milhões no acumulado de 2025.
- A Tenda mantém a faixa 1 como principal negócio no MCMV (metade das vendas), mas busca maior equilíbrio entre faixas; a faixa 4 não está nos planos devido à maior necessidade de mão de obra e engenharia.
A Tenda mantém o tom otimista para 2026, mesmo diante de ajustes no Minha Casa Minha Vida (MCMV). CFO Luiz Garcia aponta potencial de ganhos com o reajuste proposto pelo governo para a renda familiar. A notícia surge após dados positivos de início de ano.
Em março, o Ministério das Cidades apresentou ideias para elevar limites de renda em todas as faixas do MCMV, com foco nas faixas 3 e 4. A empresa vê benefício direto na faixa 1, que concentra metade da base de clientes.
O planejamento da Tenda considera que o teto da faixa 1 poderia subir de R$ 2.850 para R$ 3.200, se aprovado pelo FGTS. Garcia afirmou que a renda mediana de clientes é de R$ 3.000, o que pode ampliar ganhos.
Desempenho e projeções
A Tenda informou, em 5 de março, que atingiu R$ 1 bilhão em vendas brutas nos dois primeiros meses de 2026, alta de 27% ante igual período de 2025. A firma vê manter esse ritmo no ano.
Para 2026, a companhia projeta lucro líquido entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, excluindo swap de dívida. O objetivo representa crescimento de 35% a 62% frente o exercício anterior.
O balanço do quarto trimestre de 2025 mostrou lucro de R$ 104,6 milhões, meltdown de 390,9% frente ao mesmo período de 2024. A forte performance ficou com a divisão de incorporação vertical.
Controle de custos e avaliação de negócios
A Alea, braço de casas pré-fabricadas, registrou prejuízo de R$ 50,2 milhões no trimestre e R$ 130,4 milhões em 2025. A empresa adiou o breakeven para 2027, com projeção de queima de caixa entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões neste ano.
“Apesar do resultado da Alea, entregamos um desempenho consolidado sólido, sustentado pela Tenda como um todo”, afirmou o CFO. O foco, segundo ele, é seguir crescendo nesse segmento.
As ações da Tenda (TEND3) subiram 7,5% após o balanço. No acumulado do ano, os papéis avançam 30%, com ganho de 115% nos últimos 12 meses até a última sessão.
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