- A Allos mantém ocupação de 98% em seus shoppings e inadimplência líquida negativa no final de 2025.
- A estratégia é simples: quando o espaço é quase zero, quem precisa de área é o varejista, não o shopping.
- Vendedores dentro dos centros têm motivo para manter o aluguel em dia, pois a fila de possíveis concorrentes existe.
- A CFO Daniella Guanabara afirma que, se o varejista não fechar as contas, o shopping pode abrir processo de despejo, e há interessados em entrar.
- Os resultados da Allos vão na contramão do ambiente macroeconômico, com juros de 15% ao ano e consumidores sob pressão.
O setor de shoppings no Brasil não é homogêneo. Enquanto alguns apresentam lojas fechadas e inadimplência, outros apresentam demanda acima da capacidade. A Allos, porém, traçou uma estratégia para ficar no segundo grupo.
Com taxa de ocupação de 98% e inadimplência líquida negativa em 2025, o grupo mostra resultados robustos diante do cenário macroeconômico, com juros em torno de 15% ao ano e consumo pressionado.
Segundo a CFO Daniella Guanabara, em entrevista à Bloomberg Línea, quando o espaço está próximo de esgotar, a negociação se volta a beneficiar o lojista que busca área nova. Quem já ocupa espaço tem incentivo para manter o aluguel em dia.
A estratégia envolve escolher lojistas com ajuste financeiro estável e evitar a entrada de novos inquilinos que não contribuam para a ocupação de longo prazo. O objetivo é manter a ocupação alta e reduzir a inadimplência.
Mercado financeiro e política externa
As ações globais operaram em queda, com investidores atentos a riscos no Oriente Médio e ao petróleo próximo de US$ 100 por barril. Economistas projetam que o BCE manterá juros inalterados até 2027, apesar de pressões inflacionárias.
O ministro do STF Alexandre de Moraes proibiu a visita de um funcionário do Departamento de Estado dos EUA a Jair Bolsonaro, sob justificativa de contexto inadequado ao visto diplomático.
Perspectivas corporativas
A Once Upon a Farm, vinculada à atriz Jennifer Garner, teve queda de quase 10% nas ações após prever desaceleração de vendas em 2026, com receita estimada entre US$ 302 milhões e US$ 310 milhões, abaixo de expectativas.
Entre os destaques da Bloomberg Línea, também aparecem novidades sobre petróleo, acordos na indústria automotiva e mudanças na diretoria de grandes empresas. Essas informações compõem o panorama de novembro de 2025 a março de 2026.
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