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Allos tem 98% de ocupação e reduz inadimplência ao escolher lojista, diz CFO

Allos registra ocupação de 98% e inadimplência líquida negativa em 2025, com lucro líquido 62% maior e margem EBITDA de 79%, impulsionados por shoppings líderes

Daniella Guanabara, CFO da Allos
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  • A Allos ficou com ocupação de 98% e inadimplência líquida negativa ao final de 2025, apresentando resultados resilientes diante do ambiente econômico.
  • No quarto trimestre de 2025, a receita líquida foi de R$ 798 milhões, o lucro líquido de R$ 252 milhões, a margem Ebitda atingiu 79% e o FFO por ação foi de R$ 0,93.
  • A estratégia de concentrar investimentos nos shoppings líderes regionais elevou a participação da empresa nas vendas do setor e gerou ganhos de eficiência.
  • A Allos vendeu participações em 20 shoppings em dezoito meses e encerrou grande parte desse ciclo de desinvestimentos; ocorreu uma reestruturação interna para melhorar eficiência.
  • A plataforma de mídia Helloo cresce, com expansão para 17 aeroportos da Aena Brasil, aumentando o inventário disponível; a empresa mantém política de dividendos.

A Allos, controladora de shoppings resultante da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls, reportou resultados favoráveis no quarto trimestre de 2025. A empresa tenta manter ocupação alta e reduzir inadimplência, mesmo diante de juros elevados e consumo pressionado. O foco é alavancar ativos líderes regionais.

A CFO Daniella Guanabara destacou que, com ocupação de 98% no portfolio e inadimplência líquida negativa, a estratégia de concentrar investimentos em shoppings líderes tem sustentado ganhos. Em negociações, lojistas cedem espaço nas unidades periféricas para manter presença nos shoppings centrais.

Os números do quarto trimestre mostram evolução: receita líquida de 798 milhões de reais, alta de 4,6% vs igual período de 2024, e lucro líquido de 252 milhões de reais, aumento de 62,1%. A margem EBITDA atingiu 79%, recorde histórico, e o FFO por ação ficou em 0,93 real, avanço de 3,9%.

Desempenho e estratégia de portfólio

Com a estratégia de priorizar shoppings líderes, a Allos afirma ter traduzido ganho de market share em resultados ao longo do tempo. A fatia da empresa nas vendas totais dos shoppings afiliados à Abrasce subiu de 18% para quase 21%.

O portfólio é resultado de desinvestimentos: a empresa vendeu participações em 20 shoppings nos últimos 18 meses, com a maior parte do ciclo encerrado. Guanabara ressalta balanço estruturado e paciência para operar ao preço adequado.

Eficiência interna e inovação

Desde setembro de 2025, a empresa promoveu reestruturação organizacional para reduzir hierarquias e revisar cargos. A agenda de eficiência continua com melhorias de processos e uso de tecnologia, incluindo potencial ganho com inteligência artificial.

O objetivo é manter a geração de caixa e ampliar a atuação, inclusive com maior integração entre ativos. Guanabara sinaliza que a atuação pode ampliar velocidade e precisão dos procedimentos internos.

Atratividade de lojas e mídia

Categorias com maior demanda de aberturas foram cosméticos, esportes e alimentação, além de espaço para farmácias. A entrada de marcas internacionais como H&M e Sephora influenciou o tráfego nos shoppings, segundo a executiva.

A Helloo, plataforma de mídia da Allos, envolve dados de comportamento de consumidores para anúncios segmentados. Em 2025 houve crescimento acima de 20% no negócio de mídia, com maior aproveitamento de público nos shoppings.

Expansão e perspectivas de uso

A Allos expandiu presença da Helloo para 17 aeroportos operados pela Aena Brasil, ampliando alcance da mídia fora dos shoppings. A empresa continua buscando oportunidades de synergies com anunciantes e potenciais novos contratos.

No aspecto tributário, a reforma prevista deve elevar a carga sobre a receita bruta das empresas. O setor negocia redução de 70% do novo tributo federal, segundo Guanabara.

Dividendos e terrenos

A CEO confirma que a política de dividendos permanece, com transparência ao mercado. Além dos shoppings, a Allos negocia torres residenciais e comerciais em 69 empreendimentos, ampliando o portfólio adjacente aos shoppings.

A projeção de receita de longo prazo para atividades ligadas a terrenos e imóveis subiu de 433 milhões para 539 milhões de reais nos próximos dez anos, indicando área de atuação adicional para geração de valor.

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