- Um grupo de armadores gregos tem enviado petróleo cru e cargas a granel pelo Estreito de Hormuz desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, visando lucros rápidos em um cenário de altos preços do petróleo e tarifas de afretamento elevadas.
- Ao menos dez navios operados por gregos e dois operados por chineses já passaram pelo estreito entre Irã e Omã desde o início dos ataques, segundo dados da Lloyd’s List Intelligence e MarineTraffic.
- Empresas envolvidas incluem Dynacom, controlada pela família Embiricos Aeolos Management, conforme fontes da indústria; as avaliações não tiveram comentários oficiais dos grupos.
- O Irã manteve o objetivo de manter o estreito fechado, com ataques a pelo menos dezesseis navios já registrados; o governo americano informou não haver evidência clara de minas, e as autoridades reiteraram que escortas são improváveis.
- Mesmo com custos elevados de seguro de guerra e remuneração de tripulantes, as fontes ouvidas indicam que as perdas são compensadas por ganhos diários de frete de cerca de US$ 500 mil por navio, gerando milhões por viagem.
O jornalismo traz que um pequeno grupo de armadores gregos enviou petroleiro cru e navios de carga seca pelo Estreito de Ormuz durante a escalada entre EUA, Israel e Irã. Aprofitabilidade rápida vem de preços do petróleo em alta e tarifas de afretamento elevadas desde o início do conflito. O objetivo é alcançar milhões de dólares em lucros.
Vários navios operados por empresas gregas percorreram o estreito desde o início dos ataques entre EUA e Israel, em fevereiro. Entre as companhias envolvidas aparecem Dynacom, do magnata Georgios Prokopiou, e Aeolos Management, ligada à família Embiricos, segundo fontes da indústria. A confirmação oficial não foi dada.
Em termos logísticos, ao menos 10 navios gregos e dois de operação chinesa passaram pela passagem entre Irã e Omã. Relatos indicam que as viagens ocorrem com o uso de rotas alternativas, horários noturnos e, em alguns casos, desativação de transponder AIS para reduzir visibilidade. A prática aumenta os riscos para tripulações.
O governo iraniano tem reagido, atacando navios na rota e prometendo manter o estreito fechado. O preço do petróleo tem reagido, com previsões apontando valores próximos a US$ 200 por barril em cenários de interrupção completa. Autoridades militares dos EUA questionam a existência de minas.
Para os armadores, a pressão financeira também é maior. Embora haja custos com seguros de guerra e salários elevados, as viagens continuam gerando lucros de milhões por cargueiro. Estima-se que a média de ganhos diários de afretamento tenha alcançado o maior patamar em seis anos.
A posição de especialistas aponta para um equilíbrio sensível entre ganhos e riscos. Líderes sindicais repetem a necessidade de cautela para a segurança das equipes, enquanto autoridades de defesa destacam que a escala atual é de alto perigo. A situação segue evoluindo com novas avaliações no radar internacional.
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