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Dona da 99 volta ao prejuízo com expansão no Brasil e no México

Prejuízo de US$ 49 milhões no trimestre, à medida que a Didi amplia atuação no Brasil e México e avança em robotáxis

Apesar do prejuízo, a receita cresceu mais de 10% com avanço em mercados internacionais (Foto: Gilles Sabrie/Bloomberg)
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  • A DiDi Global registrou prejuízo líquido de 338 milhões de yuans (US$ 49 milhões) no trimestre encerrado em dezembro, enquanto aumentou a receita em mais de 10% com investimentos e expansão internacional.
  • A empresa cita crescimento de volumes de transação nos segmentos chinês e internacional, apoiado pela atuação em novos mercados, incluindo Brasil e México.
  • A DiDi pretende listar-se na bolsa de Hong Kong, mas não há cronograma formal divulgado; atualmente a ação é negociada apenas no mercado de balcão nos EUA.
  • A companhia segue investindo em pesquisa, desenvolvimento e operações de direção autônoma, com avanços em robotáxis em algumas cidades chinesas.
  • A Bloomberg Intelligence aponta riscos e perspectivas: competição acirrada no delivery no Brasil com entrada da Meituan, melhoria da margem operacional na China e incertezas sobre a adoção em larga escala de robotáxis.

Didi Global voltou a registrar prejuízo no último trimestre, ampliando investimentos para competir no transporte e delivery globalmente. A empresa chinesa teve prejuízo líquido de 338 milhões de yuans (US$ 49 milhões) no período encerrado em dezembro, com receita acima de 10% frente ao mesmo intervalo anterior. O desempenho reflete expansão em mercados internacionais, incluindo Brasil e México, onde os volumes de transação atingiram patamares elevados.

O ritmo de crescimento ocorreu apesar da intensificação da disputa com rivais internacionais, como a Meituan, em mercados onde a empresa busca ampliar presença além da China. O CEO Cheng Wei indicou que os resultados reforçam a robustez dos negócios tanto no segmento doméstico quanto no internacional, com avanço nos volumes de transação e melhoria de margem em algumas áreas.

Panorama regulatório, listagem e iniciativas

A Didi iniciou operações na Bolsa de Nova York em 2021, mas teve seu acesso regulatório restringido no país, com suspensão de parte de suas atividades de dados e redução nas formas de negócios listados. Atualmente, a companhia opera no mercado de balcão nos EUA e afirma que pretende realizar uma listagem na bolsa de Hong Kong, sem cronograma definido.

No âmbito operacional, a empresa relançou apps em 2023 após encerramento de investigações regulatórias na China e tem apresentado resultados positivos em lucros em parte dos últimos dois anos. Recentemente, a Didi também registrou prejuízo no trimestre de junho, impactado por um encargo único ligado a um processo judicial envolvendo seu IPO de 2021.

Iniciativas tecnológicas e perspectivas

A companhia avançou no negócio de robotáxis, com veículos autônomos implantados em algumas cidades chinesas. O objetivo é manter o ritmo de investimento em pesquisa, desenvolvimento e operações autônomas, visando melhorias operacionais e de eficiência.

Segundo a Bloomberg Intelligence, a competição no mercado de entrega de alimentos no Brasil continua como fator de risco em 2026, com a entrada da Meituan em outubro de 2025. A instituição também aponta que a melhoria da alavancagem operacional na operação de transporte de passageiros da DiDi na China pode elevar o Ebita entre 2025 e 2027, desde que haja estabilidade regulatória e avanços na racionalização do portfólio.

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