- Vinci Compass mantém a expectativa de que o Banco Central fará cortes de juros de 0,50 ponto percentual, mesmo com a guerra no Oriente Médio.
- A gestora reduziu um pouco as posições em juros no Brasil, mas segue apostando na alta dos ganhos com a queda da taxa básica.
- O Brent subiu quase 40% desde o início do conflito, passando de fevereiro para acima de US$ 100 o barril, o que elevou as chances de ajustes na curva de juros.
- O executivo aponta que a independência energética do Brasil traz resiliência, com possíveis impactos positivos da inflação e do câmbio diante de exportações de petróleo.
- A diversificação de investidores globais permanece, com saída de recursos de alguns ativos dos EUA; não espera saída maciça de estrangeiros da bolsa brasileira se a guerra não se agravar.
A Vinci Compass mantém a aposta de cortes de juros no Brasil, mesmo diante da escalada global dos preços do petróleo e do aumento de tensões no Irã. A gestão não alterou a visão de que o Banco Central deve conduzir o ciclo de afrouxamento este ano, com queda de 0,50 ponto percentual prevista.
O sócio e head de IP&S global da gestora, Fernando Lovisotto, afirmou que houve uma redução moderada nas posições de juros no Brasil, beneficiadas pela queda, mas a aposta central permanece. A explicação é de que o cenário externo não deve mudar significativamente o caminho de política monetária interno.
A elevação recente do Brent, acima de US$ 100 por barril, elevou a incerteza inflacionária e pressionou a curva de juros. Ainda assim, Lovisotto ressaltou a independência energética do Brasil como fator de resiliência, com exportações de petróleo e possível recuo do dólar ajudando a mitigar pressões inflacionárias.
Segundo a visão da equipe, a possibilidade de cortes de 0,25 ponto percentual na próxima semana ganhou espaço diante do ambiente externo, mas permanece contingente à evolução da inflação e ao desfecho do conflito regional. O Brasil também pode se beneficiar da robustez do câmbio, em parte pela estabilidade do real.
A Vinci Compass segue com sua tese de diversificação global, resultado de movimentos de rotação de ativos que atraem investidores para mercados emergentes. Os impactos da guerra não devem, por ora, levar a saída significativa de estrangeiros da bolsa brasileira, segundo Lovisotto.
A gestão de R$ 354 bilhões em ativos, até dezembro de 2025, reforça o tamanho da operação. A empresa atua com private equity, crédito, imobiliário, infraestrutura e soluções de investimento global, com onze escritórios na América Latina e nos EUA.
Entre na conversa da comunidade