- Em Paris, autoridades econômicas dos Estados Unidos e da China se reúnem para alinhar a trégua comercial e abrir caminho para a viagem de Donald Trump a Beijing, no fim de março, para encontro com Xi Jinping.
- Participam o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent; o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng; e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
- Os temas incluem tarifas americanas, fluxo de terras raras e ímãs da China, controles de exportação de alta tecnologia e compras chinesas de soja e outros produtos agrícolas dos EUA.
- A reunião ocorre na sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris; a China não é membro do grupo.
- Analistas avaliam pouca chance de um avanço importante, com o objetivo mínimo de manter o diálogo estável e evitar rupturas, enquanto surgem novas investigações de comércio dos EUA (Seção 301) sobre a China e outros parceiros.
Nações Unidas da economia, EUA e China vão checar em Paris os pontos da trégua comercial anunciada entre os dois países, buscando facilitar a viagem de Donald Trump a Beijing no fim de março. A reunião é coordenada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, com a participação de Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.
O objetivo central é ajustar tarifas, fluxos de minerais raros e ímãs comprados pelos EUA, controles de exportação de alta tecnologia e compras chinesas de alimentos dos EUA. A reunião ocorre na sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômômica, em Paris, segundo uma fonte familiarizada com a programação.
A expectativa é manter o equilíbrio entre avanços e obstáculos, já que o tempo é curto para preparar propostas significativas antes de novas cúpulas entre Trump e Xi. Analistas destacam que é provável que o encontro busque apenas manter as relações estáveis, sem rupturas grandes.
Além disso, o encontro em Paris visa revisar o cumprimento do acordo de trégua firmado em Busan, em outubro de 2025. O acordo estabeleceu redução de tarifas, suspensão de medidas contra exportação de certos insumos e compromissos de compra de soja pelos chineses.
As negociações também trazem novas compras e potenciais ajustes em controles de exportação, incluindo itens de tecnologia semimetal, com atenção especial a materiais usados na indústria aeronáutica e semicondutores. Washington e Pequim apresentam versões distintas de progresso.
O tema do petróleo aparece no contexto, com destaque para a volatilidade dos preços e a preocupação com o estreito de Hormuz. O clima entre EUA e Irã pode influenciar as discussões, ainda que o foco permaneça na relação bilateral com a China.
Para além da trégua, surgem discussões sobre a possibilidade de encontros adicionais entre Trump e Xi, inclusive na cúpula da APEC no fim do ano e em uma reunião do G20. O cenário continua incerto, com pouca margem para grandes avanços imediatos.
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