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Crise de combustíveis ameaça lavouras e eleva preços globais de alimentos

Crise de combustível eleva custos e atrasa plantio, aumentando riscos de safras globais com o corte de diesel, fertilizantes e energia pela guerra no Oriente Médio

Pescadores compram combustível em um posto às margens do rio na província de Bulacan, nas Filipinas, em 9 de março. Com o diesel cada vez mais caro e escasso, muitos podem ser forçados a deixar os barcos ancorados.
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  • A crise de abastecimento de energia, intensificada pela guerra no Oriente Médio, coloca as lavouras em risco na Ásia, Europa e Oceania e pode elevar o custo de fertilizantes.
  • Produtores de grãos na Austrália enfrentam cortes de combustível antes da temporada de plantio; na Alemanha e Romênia, o diesel agrícola ficou mais caro.
  • Em Bangladesh, bombas de irrigação movidas a diesel sofrem restrições de fornecimento, colocando em risco a lavoura de arroz Boro.
  • Nas Filipinas, arrozeiros podem atrasar colheitas ou pagar mais para alugar máquinas; pescadores perdem renda devido ao aumento do diesel.
  • A situação pode pressionar os preços dos alimentos globalmente e sustentar a inflação associada ao conflito.

O fornecimento de diesel está paralisando lavouras em várias regiões, elevando custos e pressionando a produção de alimentos. A crise é causada pela guerra no Oriente Médio e por ataques a infraestrutura energética, cerca de duas semanas após o início do conflito entre EUA e Israel contra o Irã.

Produtores de grãos na Austrália relatam cortes nas entregas antes da temporada de plantio de inverno, enquanto na Bangladesh o diesel para irrigação de arroz tem ficado escasso. Nas Filipinas, pescadores enfrentam aumento de custos que pode reduzir a atividade marinha.

A crise atinge também a Europa. Na Alemanha, o diesel agrícola ficou mais caro, elevando o custo para tratores grandes; na Romênia, preços de insumos subiram cerca de 25%. Agricultores apontam risco de atrasos no plantio e redução de áreas cultivadas.

A Ásia-Pacífico depende fortemente de petróleo advindo do Oriente Médio, o que agrava vulnerabilidade de agricultores com menor estoque de combustíveis. Governos temem impactos inflacionários em insumos e alimentação.

Regiões com grande uso de irrigação diesel, como Bangladesh, já restringem abastecimento diário a poucos litros por pessoa. Em Bangladesh, cerca de 40% das terras cultiváveis dependem de bombas movidas a diesel, dificultando mudanças rápidas para alternativas.

Quem trabalha no campo confirma pressões: produtores antecipam que o custo de fertilizantes e nutrição de lavouras tende a aumentar, com possibilidade de repasse aos preços ao consumidor. Analistas destacam impactos de curto e longo prazo na cadeia agrícola.

Em Bangladesh, uma parte da lavoura de arroz Boro corre risco se o combustível não chegar a tempo. Nas Filipinas, o custo de aluguel de colheitadeiras pode reduzir o rendimento para os agricultores durante a temporada de coleta.

No Brasil e em outras regiões, a falta de diesel pode interromper o manejo de pastagens e o transporte de produção após a colheita. Agricultores sinalizam que ajustes logísticos e financeiros serão necessários para manter a produção.

O governo de várias nações vem estudando medidas para estabilizar preços e reduzir impactos sobre o setor agrícola. A atenção global permanece voltada ao equilíbrio entre abastecimento de energia, fertilizantes e custo dos alimentos.

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