- O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson chamou o Bitcoin de “esquema Ponzi” em uma coluna no Daily Mail, alertando leitores contra investir em criptomoedas.
- Líderes da indústria responderam rapidamente, entre eles Michael Saylor, Paolo Ardoino e Adam Back, rejeitando a alegação.
- Saylor afirmou que o Bitcoin não atende à definição de Ponzi, que depende de um operador central prometendo retornos.
- Os críticos destacam que o Bitcoin opera sem autoridade central, sustentando-se em código e atividade de mercado, e não em promessas de ganhos garantidos.
- Johnson relatou em seu texto uma experiência pessoal com uma pessoa idosa que perdeu dinheiro com Bitcoin, ressaltando que a confiança pública é crucial para o valor da moeda.
Boris Johnson classificou Bitcoin como Ponzi em uma coluna publicada no jornal Daily Mail, dizendo que já desconfiava de que a criptomoeda era uma fraude. O ex-primeiro-ministro do Reino Unido afirmou que investidores, especialmente pessoas mais velhas, poderiam perder dinheiro ao entrar no ativo.
A reação do setor foi rápida. Figura de peso do setor, Michael Saylor, contestou a definição, destacando que Bitcoin não tem operador central e não cumpre o modelo clássico de Ponzi. Outro líder da área, Paolo Ardoino, CEO da Tether, também respondeu ao debate.
Adam Back, um dos desenvolvedores iniciais do Bitcoin, entrou na discussão com uma resposta direta, ressaltando a natureza descentralizada da moeda digital. Críticos lembram que não há uma figura central que promova ganhos aos primeiros investidores.
O que motivou a discussão
Especialistas apontam que a ideia central de que Bitcoin depende da confiança pública para manter seu valor pode alimentar esse tipo de debate. Defensores do Bitcoin afirmam que o sistema opera por código aberto e pela atividade de mercado, não por promessas de retornos garantidos.
Entre críticas e esclarecimentos, a conversa destaca a contínua polarização sobre o tema. Defensores da tecnologia ressaltam que a ausência de um operador central é uma característica essencial, não um problema.
Contexto histórico da acusação
A acusação de semelhança com Ponzi não é nova para Bitcoin. Economistas e banqueiros já compararam o ativo a esquemas passados, enquanto apoiadores defendem que o ecossistema funciona sem centralização e com mecanismos de mercado.
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