- Bershka abrirá sua primeira loja no Brasil no Morumbi Shopping, em São Paulo, na próxima quarta-feira (18), com cerca de 1 mil metros quadrados e investimento de R$ 233 milhões.
- A iniciativa marca a expansão da Inditex nas Américas, com o Brasil na lista de prioridades para 2026, ao lado dos Estados Unidos.
- A loja atenderá três linhas: feminina, masculina e BSK teen, mirando especialmente a Geração Z.
- Além de Bershka, Massimo Dutti também deve chegar ao Brasil em 2026; a expansão ocorre em meio à competição com a entrada da H&M no país e o aumento de lojas online asiáticas como a Shein.
- Analistas do Citi mantêm recomendação de compra para as ações da Inditex, com preço-alvo de € 61 e potencial de retorno próximo a 20%.
A Bershka, marca jovem da Inditex, abrirá sua primeira loja no Brasil no MorumbiShopping, em São Paulo. A inauguração está marcada para a próxima quarta-feira, dia 18, com foco no público da Geração Z. O anúncio ocorreu após confirmação da data em 11 de março.
A loja terá cerca de 1.000 m² e investirá R$ 233 milhões. O objetivo é consolidar a presença da Inditex nas Américas, aproveitando o apelo da Bershka entre jovens e influenciadores de tendências.
Além de São Paulo, o grupo mira novas aberturas nos EUA e em outros mercados. O CFO Andrés Sánchez afirmou que o Brasil está entre as prioridades para 2026, ao lado dos Estados Unidos. Também estão no radar Miami, Nova York, Dinamarca e Noruega.
Plano de expansão da Inditex
A Bershka é uma das marcas de ponta da estratégia de crescimento nas Américas, onde a operação já dobrou de tamanho desde 2019. Em 2026, a empresa pretende ampliar a digitalização e a capacidade de presença física na região.
No Brasil, a iniciativa repete o padrão histórico do grupo: entrada por shoppings de alto fluxo e público com maior poder aquisitivo, como ocorreu com a Zara em 1999, também no Morumbi. A linha de produtos será feminina, masculina e a coleção BSK teen.
Contexto do varejo de moda no Brasil
A chegada da Bershka ocorre em meio à concorrência acirrada no varejo. A H&M abriu quatro unidades no país em 2025 e prevê mais quatro nos próximos dois anos, incluindo cidades como Sorocaba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A disputa também ganha força com lojas online asiáticas, como a Shein.
Analistas veem de forma positiva a postura da Inditex. O Citi manteve a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de € 61 e perspectiva de retorno próximo a 20%. O relatório destaca a Inditex como operador de primeira linha, com a expansão nas Américas como motor de crescimento.
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