Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inflação de 600% e queda do petróleo complicam a Venezuela após ataque de Trump

Inflação de 600% e queda de 21% na produção de petróleo elevam o custo de vida; salários estagnados e escassez de dólares agravam crise na Venezuela

Queda da produção de petróleo, escassez de dólares e inflação próxima de 600% mostram os desafios da recuperação econômica no país. (Foto: Bloomberg)
0:00
Carregando...
0:00
  • A inflação anual atingiu cerca de 600% em fevereiro, com a desvalorização da moeda local e queda na entrada de dólares devido à menor exportação de petróleo.
  • A produção de petróleo caiu 21%, para 780 mil barris por dia em janeiro, enquanto as exportações recuaram.
  • Leilões de dólares, criados pelo governo apoiado pelos EUA, são vistos como lentos e pouco transparentes, ajudando a manter altas pressões inflacionárias.
  • O salário mínimo permanece em 130 bolívares, sem mudança desde 2022, e a cesta básica para uma família de cinco custa US$ 677 por mês.
  • Protestos aumentaram 53% em janeiro; cerca de 80% dos venezuelanos não sentiram melhoria econômica nos dois primeiros meses do ano, e apenas 7% disseram ter tido algum avanço.

O governo de serviço de Delcy Rodríguez manteve promessas de prosperidade após a queda de Nicolás Maduro, mas a vida econômica dos venezuelanos não melhorou nos primeiros dois meses. A inflação disparou e a renda não acompanhou a desvalorização cambial, segundo análises do período.

Dados oficiais indicam queda na produção de petróleo e desabastecimento de dólares, pressionando preços domésticos. Leilões de dólares, criados pelo governo apoiado pelos EUA, enfrentaram críticas por lentidão e falta de transparência. Isso contribuiu para o aumento da inflação, que atingiu cerca de 600% em fevereiro, segundo pesquisas.

A seguir, aparecem as primeiras informações de um cenário ainda difícil para famílias e empresários, com salários estagnados e custo de vida elevado, gerando insatisfação pública e protestos crescentes.

Panorama econômico

Cerca de 80% dos venezuelanos não consideram ter visto melhoria econômica nos dois primeiros meses de 2026, aponta levantamento da Meganálisis. Apenas 7% relataram alguma melhora, indicando frustração entre a população.

A produção de petróleo caiu 21% para 780 mil barris por dia em janeiro, enquanto as exportações recuaram, reduzindo a entrada de dólares. A moeda local, o bolívar, perdeu valor e elevou a inflação, segundo analistas.

O governo interino flexibilizou regras de hidrocarbonetos para atrair investimentos privados, ajustando impostos e royalties. Também foi apresentada uma nova lei para revitalizar o setor de mineração, que sofreu com intervenções estatais anteriores.

Câmbio, salários e crédito

Bancos vendem dólares a cerca de 500 bolívares por dólar no sistema oficial, acima da taxa oficial, mas abaixo do mercado paralelo, estimado próximo a 600 bolívares. Empresas costumam pagar mais por dólares no mercado paralelo, elevando incertezas de preços.

O salário mínimo oficial permanece em 130 bolívares desde 2022, equivalente a menos de US$0,50 segundo câmbio oficial. Trabalhadores dependem de empregos informais e remessas para sustentar-se.

O custo de uma cesta básica para uma família de cinco pessoas é estimado em US$ 677 por mês, conforme o grupo Cendas. Analistas indicam que a recuperação econômica depende de maior oferta de dólares e convergência cambial.

Protestos e expectativas

Protestos trabalhistas e de pensionistas cresceram 53% em janeiro, com demandas por salários e pensões mais altos. Estudantes também participaram de manifestações, ampliando a mobilização.

Analistas apontam que a percepção de melhoria pode ocorrer primeiro no discurso e, posteriormente, na renda. Indícios de otimismo cauteloso surgem entre investidores, com expectativas de recuperação gradual do setor produtivo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais