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Simpar planeja fazer mais com menos após aporte de capital, diz CEO

Simpar foca caixa e redução da dívida após aumento de capital de até R$ 3,4 bilhões, com aporte do BNDES de até R$ 1,35 bilhão

Empresa agora vai focar mais em geração de caixa e redução da dívida, após anos de expansão, segundo o diretor-presidente Fernando Simões (Foto: Divulgação)
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  • A Simpar anunciou aumento de capital de até R$ 3,4 bilhões, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social comprometido a investir até R$ 1,35 bilhão, visando subsidiárias como Movida, Vamos e JSL.
  • O objetivo é reduzir endividamento e focar em geração de caixa, substituindo dívida por capital próprio e encerrando a fase de forte crescimento.
  • Em 9 de março o conselho aprovou um novo programa de recompra de ações e autorizou instrumentos derivativos atrelados às ações da controladora e de subsidiárias.
  • A visão de mudança de prioridades já aparece nos resultados: alavancagem líquida no terceiro trimestre de 2025 foi de 3,5 vezes, com investimentos líquidos de R$ 1,1 bilhão (queda de 40%), e receita líquida de R$ 11,39 bilhões (+4,8%).
  • Os títulos da Simpar acumularam ganho no ano, com retorno de cerca de 10% em dólar, apoiados pela expectativa de queda de juros no Brasil e pela reestruturação de passivos. A divulgação de resultados ocorre em 30 de março.

O grupo Simpar informou um aumento de capital de até R$ 3,4 bilhões, com o BNDES comprometendo até R$ 1,35 bilhão por meio de seu braço de participações. A medida visa acelerar a geração de caixa e a redução da dívida, após anos de expansão.

Segundo o presidente e CEO Fernando Simões, a fase de investimento intenso chega ao fim e a empresa passa a “fazer mais com menos”. A estratégia envolve substituir parte da dívida por capital próprio.

O anúncio envolve subsidiárias como Movida, Vamos e JSL, além das sete empresas do grupo. A operação ocorre após a aprovação de um novo programa de recompra de ações em 9 de março.

Contexto financeiro e desdobramentos

O Citi avaliou a operação como marginalmente positiva para Movida, Vamos e JSL, destacando maior flexibilidade do balanço, ainda com alavancagem elevada. O Bank of America apontou que o capital reduz riscos após reestruturação de passivos e que o preço de emissão ficou abaixo do valor justo.

Os papéis da Simpar se valorizaram neste ano, embasados pela expectativa de queda de juros no Brasil e pela diminuição de investimentos por parte da empresa. A valorização ainda acompanha ganhos dos títulos em dólar.

No terceiro trimestre de 2025, a alavancagem líquida ficou em 3,5 vezes, frente 3,7 vezes no mesmo período de 2024. Investimentos líquidos somaram R$ 1,1 bilhão, uma queda de 40%. A receita líquida, porém, cresceu 4,8%, para R$ 11,39 bilhões.

A Simpar divulgará seus resultados no dia 30 de março. As informações são da Bloomberg News, com base em entrevista do CEO em São Paulo.

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