- O Tesouro Nacional cancelou leilões regulares de papéis atrelados à inflação e prefixados nesta semana e fez operações de compra e venda de títulos fora do cronograma.
- Na primeira leva, comprou 14,8 milhões de LTN e 2,45 milhões de NTN-F; também arrematou 3,55 milhões de NTN-B e vendeu 150.000 NTN-B.
- A atuação veio após a sexta-feira de forte estresse nos mercados, com juros futuros subindo mais de 40 pontos-base, em meio a preocupações com a guerra no Irã.
- Em reação, as taxas recuaram: LTN para 2028 caiu cerca de 35 pontos, NTN-F para 2031 caiu ~40 pontos, e juros reais de NTN-B para 2028 recuaram em torno de 20 pontos.
- Analistas dizem que as operações ajudam a recompor liquidez e a restabelecer equilíbrio de preços, em meio à volatilidade do mercado.
O Tesouro Nacional atuou no mercado de títulos na semana em que houve forte estresse nos juros. Na sexta-feira (13), os juros futuros subiram com o avanço do petróleo e o conflito no Oriente Médio, gerando volatilidade.
Nesta segunda-feira (16), o órgão anunciou o cancelamento dos leilões regulares de papéis atrelados à inflação e prefixados, mantendo, ao mesmo tempo, operações de compra e venda fora do cronograma. A medida visou recompor liquidez e evitar distorções no preço dos títulos.
O Tesouro informou que comprou 14,8 milhões de LTN, 2,45 milhões de NTN-F e, em segunda leva, 3,55 milhões de NTN-B, além de vender 150 mil NTN-B. As ações recorreram a recompra para conter quedas acentuadas dos preços.
Reposicionamento de mercado
Analistas destacam que o recuo dos juros vem de ações do Tesouro aliadas à queda global dos yields. O recuo local é atribuído também ao alívio externo com a redução da tensão nos mercados de commodities.
Para investidores, a atuação aparece como forma de equilibrar oferta e demanda durante períodos de aversão ao risco. Especialistas afirmam que a recompra ajudou a restabelecer preços mais justos após o momento de estresse.
A última operação de recompra de títulos ocorreu em dezembro de 2024, segundo o Tesouro. Naquela ocasião, houve forte movimento de juros e dólar em razão de incertezas fiscais.
A leitura de analistas é de que as medidas ajudam a conter volatilidade no curto prazo. Com a liquidez recuperada, o mercado deve seguir monitorando fatores externos e o ritmo de cortes de juros no Brasil.
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