- Cinco bancos regionais dos EUA anunciaram a Cari Network, uma rede de liquidação instantânea de depósitos tokenizados baseada em ZKsync, sem que o dinheiro saia do perímetro segurado.
- A Cari Network usa Prividium, blockchain privado desenvolvido pela Matter Labs, com depósitos tokenizados que ficam no balanço dos bancos e são regulados e assegurados.
- A proposta é reformular a liquidação entre bancos, buscando recuperar o domínio da camada de liquidação frente stablecoins como USDT e USDC.
- O movimento ocorre em meio a tensões regulatórias e à necessidade de atuação 24/7 frente ao ritmo do setor cripto.
- O sucesso depende da validação regulatória das stablecoins: se aprovadas as regras, pode haver adoção da Cari; caso contrário, pode permanecer restrita.
A rede Cari Network foi lançada hoje por um grupo de cinco bancos regionais dos EUA. A solução usa blockchain para liquidação instantânea de depósitos tokenizados, sem que os recursos saiam do perímetro bancário assegurado. O objetivo é reconquistar a camada de liquidação frente stablecoins não bancárias.
Os bancos envolvidos são Huntington Bancshares, First Horizon, M&T Bank, KeyCorp e Old National Bancorp. O Cari Network se baseia na Prividium, blockchain privada e permissionada desenvolvida pela Matter Labs, criadora do ZKsync.
A iniciativa marca uma arquitetura de liquidação diferente da prática atual. Os depósitos tokenizados representam dinheiro diretamente no balanço dos bancos, com liquidação rápida via provas de conhecimento zero, mantendo insured e regulado.
Por que agora: o setor busca reduzir dependência de instituições públicas de liquidação 24/7, diante da dominância de stablecoins como USDT e USDC. A iniciativa também busca contornar entraves regulatórios atuais e operar dentro das leis vigentes com a proteção do seguro de depósito.
O valor do ecossistema de stablecoins citado gira em torno de US$ 8 trilhões, com atuação de moedas privadas em larga escala. A Cari Network pretende oferecer velocidade similar à de redes de alto desempenho, mantendo a regulação e a supervisão bancária.
O lançamento está previsto para 2026, com avaliação de adesão de clientes institucionais. O objetivo é demonstrar se clientes institucionais preferem depósitos tokenizados com segurança regulatória ou a flexibilidade de moedas privadas sem restrições de redes públicas.
Sobre o impacto regulatório
Especialistas destacam que a adoção depende de validação regulatória. Caso a estrutura seja reconhecida, pode transformar a forma de liquidação de pagamentos de instituições financeiras. Se não houver aprovação, o ecossistema pode enfrentar limitações de interoperabilidade.
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