- A Citigroup reduziu a meta de preço de Bitcoin em doze meses para US$ 112 mil, de US$ 143 mil, e a de Ethereum para US$ 3.175, de US$ 4.304.
- A principal razão é que o intervalo para legislação criptográfica nos EUA em 2025 está se estreitando, atrasando a demanda institucional esperada com ETFs.
- A visão revisada sugere que os catalisadores regulatórios para influxos de ETFs podem não surgir até o final de 2026.
- O contexto de mercado mostra divergência: BlackRock comprou US$ 600 milhões em BTC, enquanto os fluxos institucionais permanecem incertos.
- O preço do Bitcoin continua consolidando abaixo de US$ 90 mil; a possibilidade de chegar a US$ 112 mil depende de fluxos de ETFs e de sinais dovish da inflação.
Citigroup revisou para baixo suas projeções de preço para o Bitcoin e o Ethereum, citando atrasos regulatórios nos EUA. A instituição reduziu a meta de 12 meses para o BTC, de US$ 143 mil para US$ 112 mil, e a do ETH, de US$ 4,304 para US$ 3,175.
Segundo o analista Alex Saunders, o principal motor de demanda regulatório trabalhado nas eleições não avançou na velocidade esperada. A janela para que ETFs impulsionem fluxos institucionais pode se encerrar mais rápido do que o previsto pelo mercado.
O Bitcoin permanece próximo de um patamar de consolidação, abaixo de US$ 90 mil, com a meta de seis dígitos ainda em jogo. No entanto, o caminho até os US$ 112 mil ficou mais íngrememente dependente de ciclos regulatórios favoráveis e de fluxos de ETF.
Contexto regulatório e impactos para o saneamento de preço
A Citi afirma que o ritmo da legislação crypto nos EUA em 2025 reduz as perspectivas de adoção institucional. Sem diretrizes claras sobre estrutura de mercado e stablecoins, o impulso esperado para captar capital institucional fica adiado.
Anteriormente, a volatilidade positiva ligada a políticas mais céleres poderia ter levado a alvos próximos de US$ 189 mil. Esses cenários não ocorreram, e a instituição ajusta as expectativas diante da incerteza regulatória.
Cenário de fluxos de capital e volatilidade de preço
Enquanto a Citi revisa o cenário, grandes gestores, como a BlackRock, seguem ativos, tendo comprado US$ 600 milhões em BTC recentemente. A divergência sugere que, mesmo diante de atrasos regulatórios, há interesse de grandes players em acumulação de longo prazo.
Carteiras com grandes volumes têm retomado a captação, segundo a Santiment, o que costuma preceder movimentos de alta. Contudo, sem confirmação regulatória, a ampliação de preços pode ficar mais para 2026.
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