- Em fevereiro, São Paulo precisa trabalhar 115h45m por mês para comprar a cesta básica, ficando à frente de Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14); Aracaju aparece no fim, com 76h23.
- Em média, 46,13% do rendimento líquido de quem recebe salário mínimo é destinado à cesta básica nas 27 capitais pesquisadas.
- São Paulo também lidera no comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo vão para a cesta; Aracaju tem o menor índice, 37,54%.
- O salário mínimo ideal para cobrir as despesas básicas seria de R$ 7.164,94, quase quatro vezes o piso atual de R$ 1.621.
- O cálculo utiliza o custo da cesta básica mais cara do país, que, em fevereiro, foi o de São Paulo.
O que acontece: o estudo divulgado pela Conab em parceria com o Dieese aponta quanto tempo as pessoas precisam trabalhar para comprar a cesta básica em cada capital do país. Em fevereiro, São Paulo lidera o ranking, com 115 horas e 45 minutos de trabalho mensal para adquirir alimentos. Rio de Janeiro aparece em segundo, com 112h14, e Florianópolis fica em terceiro, com 108h14.
Quem está envolvido e quando: a pesquisa envolve 27 capitais e considera o salário mínimo líquido após a contribuição previdenciária de 7,5%. O levantamento é produzido pela Conab em conjunto com o Dieese e teve como referência fevereiro deste ano. O objetivo é medir o impacto do custo da alimentação na renda mensal.
Onde e por quê: o levantamento mostra que a capital mais cara para a cesta básica é São Paulo, onde 56,88% do salário mínimo líquido são खर्चados com alimentação. Aracaju registra o menor peso, com 37,54%. A diferença reflete variações regionais no custo da cesta mais cara do país.
Principais resultados
Além do tempo de trabalho, o estudo traz o peso da alimentação no salário mínimo: em fevereiro, 46,13% do rendimento líquido dos trabalhadores foram destinados à compra da cesta básica nas 27 capitais. Em São Paulo, o comprometimento foi de 56,88%, enquanto em Aracaju ficou em 37,54%.
Salário mínimo necessário
O relatório estima ainda o salário mínimo mensal necessário para cobrir as despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor deveria ter sido de R$ 7.164,94, aproximadamente quatro vezes o piso atual de R$ 1.621. O cálculo utiliza a cesta básica mais cara do país, encontrada em São Paulo.
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