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Lula tenta reformular equipe econômica antes das eleições

Governo reformula cúpula econômica antes das eleições, com Durigan na Fazenda e Moretti no Planejamento, sinalizando diretrizes para 2027

O secretário-executivo Dario Durigan, atualmente vice de Haddad, deverá assumir o principal cargo econômico (Foto: Ton Molina/Bloomberg)
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  • O governo planeja reformular a cúpula econômica nos meses que antecedem as eleições, definindo diretrizes até 2027.
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, devem deixar os cargos para disputar as eleições em São Paulo.
  • Dario Durigan, secretário-executivo atual, deve assumir o Ministério da Fazenda; Bruno Moretti, da Casa Civil, assume o Planejamento.
  • Durigan e Moretti ficariam responsáveis por elaborar as metas fiscais e orçamentárias do próximo ano, sinalizando a linha econômica de Lula.
  • O cenário é influenciado por pressão interna para aumento de gastos no ano eleitoral, além de tensões externas que afetam preços e volatilidade do mercado.

O governo deve reformular a cúpula da equipe econômica a poucos meses das eleições, sinalizando diretrizes para 2027. A nova formação busca esclarecer o desenho da política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Simone Tebet, ministra do Planejamento, devem deixar os cargos para concorrer nas eleições, disputando votos em São Paulo, estado-chave para a reeleição. A saída ainda não tem data anunciada.

Durigan, secretário-executivo e atual vice de Haddad, deve assumir o principal cargo econômico. Bruno Moretti, secretário especial de análise governamental da Casa Civil, assumiria o Planejamento, conforme pessoas próximas aos planos.

Reorganização de ministérios

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento, além da Casa Civil, não comentaram o tema. A reforma consolidaria uma dupla com papel central na política fiscal, responsável por traçar as diretrizes orçamentárias do próximo ano.

Durigan expandiria o papel ao indicar Rogério Ceron como secretário-executivo do Tesouro. Daniel Leal, atual gestor da dívida pública, ficaria à frente do Tesouro, segundo fontes que pediram anonimato.

Desafios e cenário externo

A dupla deverá manter as expectativas fiscais diante de pressões para ampliar gastos em ano eleitoral. O ambiente internacional evidencia incertezas, com tensões geopolíticas elevando preços do petróleo e volatilidade de mercados.

No Brasil, a crise do Banco Master e o risco a instituições como o Banco de Brasília ampliam a necessidade de coordenação entre as áreas econômica e financeira para evitar impactos sistêmicos.

Papel das mudanças

Moretti participou de discussões fiscais na Junta Orçamentária, representando a Casa Civil. A atuação dele, ao lado de integrantes da Fazenda e do Planejamento, é vista como chave para sinalizar a linha de atuação de Lula em um possível novo mandato a partir de 2027.

A reformulação manteria a continuidade na gestão econômica, com foco em estabilidade fiscal e sinais aos mercados sobre a direção da política pública nos próximos anos.

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