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Maria Balshaw, diretora do Tate, entra no debate sobre cobrança de ingressos

Balshaw rejeita cobrança de entrada para visitantes internacionais e defende taxa turística como fonte de financiamento para museus britânicos

© Zoe Holling
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  • A diretora que está de saída do Tate, Maria Balshaw, entrou no debate sobre cobrança de entrada para visitantes internacionais em museus nacionais do Reino Unido, dizendo que não gosta da ideia.
  • Ela defende que até oitenta por cento da receita de uma eventual “taxa de turista” seja destinada ao setor cultural, para manter entrada gratuita em Londres e nas regiões.
  • Um relatório do Cultural Policy Unit apontou que cobranças seriam logisticamente complexas e contrárias às coleções globais do Reino Unido, citando exemplos como turistas de várias nacionalidades sendo cobrados para ver artefatos específicos.
  • Balshaw também pediu incentivos fiscais do governo para doadores, o que poderia fortalecer fundos de endowment; o Tate Future Fund, que era de £43 milhões no lançamento, já chegou a £55 milhões e mira £150 milhões até 2030.
  • Balshaw se afasta neste mês; o substituto deve ser anunciado no verão; candidatos apontados incluem Jessica Morgan e Karin Hindsbo, com necessidade de proximidade tanto com artistas quanto com doadores.

Maria Balshaw, diretora titular da Tate, sinalizou oposição à ideia de cobrar entrada de visitantes estrangeiros em museus nacionais do Reino Unido, durante entrevista ao Financial Times. Ela defende que cobrar visitantes de outros países antepõe uma imagem negativa e questiona o compartilhamento global das coleções britânicas.

Balshaw afirmou que uma taxa para turistas não corresponde aos valores dos museus britânicos, que possuem acervos de origem internacional. Ela sugeriu que a arrecadação de serviços aos estrangeiros poderia ser menor que o necessário para sustentar a programação, mantendo o acesso livre para o público local.

A discussão sobre cobrança surgiu após um relatório do Cultural Policy Unit, que aponta dificuldades logísticas e conflitos entre a existência de coleções globais e a cobrança de visitas internacionais. O estudo exemplifica que museus como o British Museum teriam de lidar com visitantes de várias origens sem precedentes de pagamento.

Propostas e desdobramentos

Com o debate em curso, outros participantes defendem cobrança para visitantes de fora do país. A Labour peer Margaret Hodge sugeriu explorar cobranças por meio de um sistema de identificação, para financiar museus e galerias.

Balshaw também destacou a necessidade de ampliar fontes de renda para o setor cultural, incluindo incentivos fiscais a doadores. Ela acredita que benefícios fiscais para doações poderiam fortalecer fundos de endowment dos museus, mantendo a entrada gratuita para o público.

Balshaw deixa o cargo ainda neste mês após nove anos à frente da Tate. A sucessão será anunciada neste verão, com nomes citados como Jessica Morgan, da Dia Art Foundation, e Karin Hindsbo, diretora interina da Tate desde 2023.

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