- A XP lançou crédito consignado privado e planeja, no segundo semestre, uma linha de financiamento imobiliário de alto padrão com funding de mercado fora do SFH.
- Clientes da XP respondem por cerca de 15% do mercado total de consignado privado.
- O objetivo é oferecer opções para clientes existentes, não atrair novos clientes, buscando melhores prazos, garantias, velocidade e serviço.
- A XP não estabelece meta por produto e observa exemplos de empresas como a Charles Schwab, cuja linha de crédito representa parte relevante da receita.
- Em 2025, a XP teve receita de crédito no varejo de R$ 330 milhões; a carteira de crédito total somou R$ 75 bilhões, crescimento de 27% em relação a 2024, e o banco não divulga a divisão por produto.
O mercado recebeu com surpresa a entrada da XP em crédito consignado privado. A instituição lançou a linha recentemente, movida pela leitura de que há espaço para produtos de crédito entre seus clientes já existentes.
Analistas do Citi questionaram se a XP busca apenas ampliar o portfólio ou mudar de direção para oferecer mais crédito a pessoas físicas. A XP afirma manter a estratégia de oferecer alternativas aos clientes sem criar novas contas.
Felipe Colin, head de produtos de crédito da XP, explicou que a empresa pretende ampliar opções para quem já é cliente, sem transformar crédito em atrativo para novos cadastros.
Plano de crédito imobiliário de alto padrão
A XP informou que, no segundo semestre, planeja lançar financiamento imobiliário de alto padrão com funding de mercado, sem participação do SFH. Não haverá poupança associada ao produto.
Colin destacou que a empresa não compete apenas por taxa, mas busca condições melhores de prazo, colateral, velocidade e serviço, visando rentabilidade para os acionistas.
A empresa não divulgou metas por produto, mas compara-se a banco que vê o crédito como parte relevante da receita. A XP analisa o desempenho de players como a Charles Schwab como referência.
A XP registrou R$ 330 milhões de receita com crédito no varejo em 2025, correspondentes a menos de 2% do faturamento bruto de R$ 19,4 bilhões. A carteira total de crédito atingiu R$ 75 bilhões no ano, com alta de 27% ante 2024.
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