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Grupo Elfa, do Patria, revisa portfólio para apoiar crescimento de qualidade

Grupo Elfa revisa portfólio para crescer com qualidade até 2028, focando em oncologia, estética e cirurgia, com IA para aumentar produtividade

José Roberto Ferraz, CEO do Grupo Elfa e líder do portfólio de saúde do Pátria | 'Nós queremos focar nos ativos core, que são distribuição hospitalar, cirurgia, estética e a Descarpack'
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  • Grupo Elfa, controlado pelo Patria Investimentos, reestrutura portfólio para foco em itens de maior valor agregado nas áreas de oncologia, estética e cirurgia, buscando crescer com qualidade e produtividade até 2028.
  • Em 2025, a empresa viu a receita líquida recuar 18,09%, para R$ 4,6 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado subiu 1,3%, para R$ 407 milhões; o prejuízo líquido ficou em R$ 587,3 milhões, impactado por ajuste contábil de R$ 257 milhões.
  • Dívida líquida ficou em R$ 1,41 bilhão após o reperfilamento; haverá carência no principal e amortização de 25% ao ano a partir de 2028; o Pátria aportou R$ 160 milhões no primeiro trimestre para reduzir o endividamento.
  • Desinvestimentos seguem para remover ativos de baixa margem; foco nos core assets — distribuição hospitalar, cirurgia, estética e Descarpack — e não há negociações em andamento para Surya Dental nem TLS.
  • Investimento em tecnologia: dois agentes de IA, desenvolvidos com a AWS, reduziram SG&A em 30% entre 2023 e 2025; a Finep aprovou aporte de R$ 82 milhões para tecnologia e inovação, com os primeiros R$ 30 milhões já aplicados.

O Grupo Elfa, distribuidora de medicamentos controlada pelo Patria Investimentos, está reestruturando o portfólio para crescer com qualidade. A estratégia busca reduzir alavancagem e ampliar margens, enfatizando itens de alto valor agregado.

Segundo o CEO José Roberto Ferraz, a meta é chegar “tintando em 2028” ao crescimento operacional. A frase traduz o foco em produtividade e aumento de EBITDA, não apenas em volume de vendas.

Ferraz ressaltou à Bloomberg Línea que o objetivo é crescer com eficiência. O grupo tem como referência a melhoria de margens e de rentabilidade, alavancando a operação para segmentos com maior valor.

O Elfa encerrou 2025 com receita líquida de R$ 4,6 bilhões, queda de 18,1% ante 2024. O EBITDA ajustado ficou em R$ 407 milhões, alta de 1,3% frente ao ano anterior.

O prejuízo líquido chegou a R$ 587,3 milhões, 4,38 vezes maior. O aumento ocorreu principalmente por ajuste contábil de R$ 257 milhões relacionado à recuperação de ativos fiscais diferidos.

Apesar dos números, a gestão disse estar mais otimista com a trajetória. A margem EBITDA em 2025 ficou em 8,9%, e a margem bruta no último trimestre chegou a 19,6%.

A empresa projeta crescimento relevante do EBITDA nos próximos três anos. O faturamento atual está próximo de R$ 4 bilhões, mantendo lucro operacional estável em torno de R$ 400 milhões.

O grupo também vem reduzindo receita bruta em segmentos de baixa margem. Em outubro, após reperfilamento da dívida, ficou com dívida de R$ 1,41 bilhão e prevê amortizar 25% ao ano a partir de 2028.

Para 2026, o Patria destinou aporte de R$ 160 milhões no 1º trimestre, para reduzir endividamento. A monetização de créditos fiscais e expansão de core business devem auxiliar no caixa.

Novos negócios

A Elfa avança com desinvestimentos, desfazendo-se de ativos que não dialogam com a distribuição hospitalar de alto valor agregado. O foco é oncologia, estética e cirurgia, além da Descarpack.

Ferraz afirmou que ativos core são distribuição hospitalar, cirurgia, estética e a Descarpack. Não há negociações para Surya Dental e TLS, que aparecem como candidatas, mas não estão em andamento.

Um contrato com a Siemens amplia a carteira de itens oncológicos. A parceria marca retorno ao setor desde 2024, com metade das vendas de medicamentos da Elfa destinadas a tratamentos oncológicos.

Na área de estética, a empresa busca novos parceiros para aumentar participação de mercado, visando chegar a 30% do segmento. O radar também se volta a medicamentos GLP-1.

O impacto da IA nos negócios

A principal alavanca de EBITDA é a produtividade, com consolidação de caixa, inventário e armazéns para as 22 empresas do grupo. Dois agentes de IA, criados com a AWS, reduzem SG&A.

O primeiro agente, o Robô, faz lances em leilões reversos de hospitais, com integração de crédito e estoque em tempo real. A equipe reduziu esforços, mantendo sete profissionais atendendo mais vendas.

O segundo, o CotAI, lê cotações por canais diversos e transforma solicitações em pedidos com checagem de crédito e logística entre centros de distribuição. A economia já é de 13,8% em despesas operacionais.

A Finep aprovou aporte de R$ 82 milhões para tecnologia e inovação digital, com R$ 30 milhões já desembolsados. O restante será liberado ao longo do ano para impulsionar os IA.

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