- A MBRF, formada pela fusão entre Marfrig e BRF, fechou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 91 milhões, 92% menor ante o mesmo período de 2024, mesmo com receita em alta.
- A receita líquida ficou em R$ 43,915 bilhões, elevação de 4,8%, com volume vendido de 2,192 milhões de toneladas; o EBITDA ajustado caiu 9,1%, para R$ 3,410 bilhões, e a margem foi de 7,8%.
- O desempenho foi puxado pelo ciclo pecuário nos Estados Unidos, que elevou o custo do gado, e pela gripe aviária, que impactou a operação de aves e as exportações.
- O vice-presidente de Finanças citou juros elevados no Brasil e dívida maior, em parte devido aos dividendos da fusão, como fatores que pressionaram o custo financeiro.
- A empresa vê possibilidade de melhora gradual no futuro, com reequilíbrio do ciclo pecuário e ajustes de capacidade na América do Norte, embora a normalização da oferta de gado leve tempo; para 2025, a receita líquida consolidada foi de cerca de R$ 164 bilhões.
O grupo resultante da fusão entre Marfrig e BRF, a MBRF, passou por um trimestre difícil, mas aponta sinais de recuperação. No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou lucro líquido de R$ 91 milhões, frente a queda de 92% ante igual período de 2024. A receita líquida foi de R$ 43,915 bilhões, alta de 4,8%.
A alta de receita ocorreu mesmo com a margem EBITDA ajustada recuando para 7,8%, a 3,410 bilhões de reais. O volume total vendido atingiu 2,192 milhões de toneladas, sustentando a geração operacional relevante da companhia. O desempenho reflete a etapa final do ciclo pecuário nos EUA e as pressões de custo associadas.
A gestão cita fatores operacionais e financeiros para o desempenho. O ciclo de gado nos EUA elevou o custo do insumo principal, comprimindo margens. Além disso, restrições ligadas à gripe aviária impactaram as exportações de aves. No Brasil, juros mais altos elevaram o custo da dívida e pressionaram a linha financeira.
Perspectivas e ganhos de 2025
No acumulado de 2025, a MBRF reportou receita líquida recorde de cerca de R$ 164 bilhões, com avanço de quase 12% e maior volume vendido. O CEO Miguel Gularte ressaltou que o ano foi desafiador, mas com receita preserved e balanço sólido, ampliando a diversificação geográfica e de portfólio.
O executivo afirmou que há expectativas de melhora gradual à frente, com reequilíbrio do ciclo pecuário e ajustes de capacidade na América do Norte. Contudo, a normalização da oferta de gado deve levar tempo, mantendo pressão de custos no horizonte.
Impactos geopolíticos e logística
Mesmo com tensões no Oriente Médio, a MBRF informou não ter registrado impactos relevantes na distribuição até o momento. A empresa informou ter ajustado estoques para não sofrer dificuldades logísticas e conseguiu repassar parte dos custos adicionais de frete, referidos como taxa de guerra, aos clientes.
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