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MP pede 173 anos de prisão para Francisco González e multa de 180 milhões ao BBVA por Villarejo

Fiscalía solicita 173 años de prisión para Francisco González e multa superior a 180 millones de euros para BBVA por contratar a Villarejo, tras fallo de la Audiencia Nacional

Francisco González, expresidente de BBVA, en una imagen de archivo.
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  • A Fiscalía Anticorrupción solicitou 173 años de prisión para Francisco González, ex-presidente do BBVA, pela suposta contratação do comissário Villarejo para espionar empresários, políticos e jornalistas por doze anos.
  • A Audiencia Nacional havia autorizado, em fevereiro, levar González a julgamento junto ao BBVA e a mais uma dezena de pessoas, entre eles ex-altos cargos do banco.
  • Além da prisão, a Procuradoria exige multa de 181,1 milhões de euros ao BBVA e sanções equivalentes a outros envolvidos, por crimes de coação e revelação de segredos.
  • Para González, a denúncia aponta cinco anos de prisão por cohecho ativo continuado e mais 168 anos por quarenta e dois delitos de descoberta e revelação de segredos.
  • Ao BBVA, são cobradas duas multas: nove milhões de euros por cohecho e 172,8 milhões de euros por quarenta e oito delitos de revelação de segredos.

A Fiscalía Anticorrupción pediu 173 anos de prisão para Francisco González, ex-presidente do BBVA, pela presumida contratação do comissário José Manuel Villarejo para espionar empresários, políticos e jornalistas ao longo de 12 anos. A medida ocorre depois que a Audiencia Nacional autorizou, em fevereiro, o julgamento do ex-banqueiro, do BBVA e de outras pessoas ligadas ao banco.

O Ministério Público detalha a pena solicitada para González: 5 anos por cohecho ativo continuado e 168 anos por 42 delitos de revelação e descoberta de segredos. A soma dos crimes leva a um total ainda maior, segundo o documento publicado.

No caso da instituição financeira, a multa exige responsabilidade da pessoa jurídica. O texto aponta 9 milhões de euros por cohecho e 172,8 milhões por revelação de segredos, totalizando cerca de 181,8 milhões de euros. Os valores refletem a tentativa de responsabilizar a empresa pela conduta adotada.

Da forma como está redigido, a acusação sustenta que a soma de penas é alta porque a revelação de segredos não admite continuidade delitiva. Mesmo em caso de condenação, o teto expressa o triplo da pena mais grave aplicada a um dos delitos atribuídos.

Pormenores do processo

A denúncia, datada de 10 de março, evidencia que a ação envolve, além de González e o BBVA, ex-altos cargos do banco e um ex-comandante da Polícia Nacional. A investigação afirma que Villarejo teria atuado para obter informações de terceiros de forma privada e ilegal.

A Audiencia Nacional avaliou, em fevereiro, a viabilidade de levar o caso a julgamento. A decisão permitiu que o ex-banqueiro, o BBVA e outros investigados respondam pelos crimes em um tribunal. O andamento do caso depende dos próximos passos do sistema judiciário espanhol.

Informações sobre o andamento processual não incluem datas específicas de início do julgamento nem definição de data para a primeira audiência, mantendo o foco na imputação e nas penalidades apresentadas pelo Ministério Público.

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