- Ações globais caem diante da nova alta do petróleo e do temor de inflação em meio à guerra no Oriente Médio; Brent passa de US$ 117 o barril, com alta superior a sessenta por cento desde o início do conflito.
- O S&P 500 futuro recua 0,3%, as ações europeias caem cerca de 2% e o índice acionário da Ásia avança queda de aproximadamente 2,8%.
- O gás natural europeu sobe até 35% no pregão, puxando preocupações sobre custo de energia e inflação.
- Bancos centrais mantêm as taxas: o Federal Reserve dos Estados Unidos e o Banco do Japão mantêm juros inalterados, reforçando a cautela diante do cenário geopolítico.
- No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75%, com gestores avaliando espaço para cortes adicionais conforme reduzam os riscos externos.
Os mercados globais operam em queda diante da escalada dos preços de petróleo e gás, ampliando temores de inflação e de freio no crescimento global. O Brent supera US$ 117 por barril, com alta superior a 60% desde o início do conflito no Oriente Médio. O WTI avança cerca de 1,4%.
As quedas se confirmam após o segundo dia de reuniões de grandes bancos centrais. O S&P 500 recua 0,3%, completando uma semana com ganhos apagados. Na Europa, os índices caem em média 2%, e o mercado asiático registra recuo de 2,8%. O gás natural europeu sobe até 35%.
A disparada do petróleo intensifica a preocupação com pressões inflacionárias. Banqueiros centrais mantêm política estável: o Banco do Japão manteve os juros inalterados, assim como o Federal Reserve dos EUA. Analystes destacam a incerteza causada pelo conflito para a trajetória de metas de inflação.
Impacto e perspectivas
O clima de aversão ao risco persiste, com investidores digerindo geopolítica e mensagens dos bancos centrais. A volatilidade recente complica previsões de curto prazo para ativos globais, especialmente em cenários de estagflação.
No Brasil, gestores avaliam impactos de política monetária. A leitura é de que o Copom pode manter juros estáveis por ora, com espaço para cortes graduais se a conjuntura externa melhorar. A decisão mais recente aponta para 14,75% na Selic.
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A Novo Nordisk revela estratégia para ampliar o acesso a tratamentos contra obesidade no Japão. A ideia é atingir pacientes que pagam do próprio bolso por GLP-1, com foco em canais fora do seguro e parcerias, buscando triplicar a base de pacientes até 2030.
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