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CEO da Live Nation é questionado sobre taxas abusivas cobradas de fãs

Presidente e diretor executivo da Live Nation encara perguntas sobre tarifas e monopólio, além de aluguel de cadeiras, em julgamento de antitruste que avança

Michael Rapino leaving federal court in New York City after testifying on March 19, 2026.
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  • O presidente e CEO da Live Nation, Michael Rapino, testemunhou no processo antitruste da empresa, em que questões vão desde taxas de aceso a acusações de retaliação.
  • Rapino afirmou que a companhia não é um monopólio, dizendo que o modelo de negócios busca apenas “construir um alicate melhor” para o setor.
  • Em mensagens exibidas no processo, executivos abordaram a ideia de “roubar” fãs com tarifas elevadas; Rapino classificou as conversas como repugnantes e disse que não refletem a prática da empresa.
  • Foi questionado se aumentar preços e taxas era uma decisão dele; ele respondeu que geralmente fica com heads de divisão, e que taxas auxiliares ajudam a financiar eventos.
  • O caso mostra que apenas seis estados aderiram à proposta de acordo com o Departamento de Justiça; mais de trinta estados seguem em julgamento, que foi retomado na segunda-feira.

Live Nation CEO enfrenta perguntas sobre tarifas, suposto monopólio e mensagens de funcionários durante o julgamento antitruste nos EUA. O executivo Michael Rapino depôs na quinta-feira, em Nova Iorque, a respeito do modelo de negócios da empresa que reúne venda de ingressos, promoção e propriedade de locais. O caso envolve alegações de domínio de mercado no setor de entretenimento ao vivo.

O julgamento, que teve retomada nesta semana, envolve o Departamento de Justiça e mais de uma dúzia de estados. Enquanto seis estados aceitaram um acordo de settlement, mais de 30 continuam com o processo, destacando diferenças sobre a extensão do suposto monopólio da Live Nation e Ticketmaster. Rapino defende que a empresa não buscaria exclusividade indevida, afirmando que a empresa busca apenas melhorar o modelo atual.

Rapino discute ainda a postura da empresa frente a cobranças adicionais, incluindo taxas de estacionamento e outras cobranças financeiras. O executivo sustenta que as decisões sobre cobranças costumam ficar a cargo de chefs de divisão e que, em alguns casos, as bilheterias dependem de receitas adicionais para remunerar artistas e manter operações.

Mensagens entre funcionários e tarifas de estádios

Durante o depoimento, surgiram mensagens entre dois empregados da Live Nation que elogiaram práticas percebidas como prejudiciais aos torcedores, incluindo cobranças elevadas em estacionamento. Rapino repudiou o conteúdo e afirmou que tais mensagens não refletem a forma de atuação da empresa, destacando que não houve punição imediata aos envolvidos, mas que as circunstâncias seriam avaliadas na semana.

A defesa questiona se certos reajustes de preço foram praticados com a concordância de Rapino, mas o executivo disse que tais decisões recaem sobre a gestão de cada unidade, ressaltando a dependência de taxas para compensar parte do custo de produção de shows.

Contexto de cobrança de aluguel de cadeiras e exemplos de contratos

Outra linha do debate envolve a cobrança por aluguel de cadeiras em áreas de gramado, com alegações de que a prática gerou receita de milhões de dólares. Rapino argumenta que a proibição de levar cadeiras externas visa questões de segurança, e que a cobrança adicional não é injustificada, pois atende a determinados custos operacionais.

Rapino destacou ainda que a Live Nation pagou cerca de 15 bilhões de dólares a artistas em 2025, defendendo que a empresa precisa de um portfólio diversificado de negócios para equilibrar riscos e manter a indústria de shows viável. O executivo repetiu que a estratégia da empresa busca apoiar artistas em um mercado global.

Barreiras de concorrência e relação com venues

Entre os pontos do processo, está uma gravação de 2021 entre Rapino e o então diretor do Barclays Center, em Brooklyn, sobre a passagem de tickets da Ticketmaster para a SeatGeek. A promotora avaliou que a conversa indicava um possível desafio para manter shows no local com a entrada de concorrentes, segundo testemunhas.

Rapino reiterou que a relação com proprietários de venues é cooperativa, afirmando que não orienta proprietários sobre escolhas de negócios, mas que os operadores dos espaços tomam suas próprias decisões. O julgamento segue com foco em entender se as práticas da empresa restringem a competição no mercado de ingressos e promoção de shows.

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