- Santander Brasil terá novo presidente a partir de julho: Gilson Finkelsztain, CEO da B3, substitui Mario Lopes Leão, que deixa o banco voluntariamente.
- Leão comunicou a decisão à CEO global Ana Patrícia Botín no início de janeiro; a transição ocorrerá ao longo do próximo trimestre.
- A movimentação de Finkelsztain já havia sido cogitada em julho do ano passado, quando foi sugerido para o Conselho; na época, exerceria a função paralelamente à B3.
- Leão está no Santander desde 2015, ocupando o cargo de presidente desde janeiro de 2022, após passagem pelo comitê executivo e pela direção de atacado e de banco de investimentos.
- A gestão priorizou melhoria de resultados operacionais e digitalização, incluindo a redução da rede de agências de 3.379 unidades no fim de 2021 para 1.688 no fim de 2025, em meio a impactos do cenário econômico e à crise da Americanas em 2023.
O Santander Brasil terá um novo comando a partir de julho. Gilson Finkelsztain, atual CEO da B3, deve suceder Mario Lopes Leão, que deixa o banco voluntariamente. A transição ocorrerá ao longo do próximo trimestre.
Leão informou à CEO global Ana Botín, no início de janeiro, sobre a conclusão de seu ciclo à frente do Santander. A decisão envolve a saída do executivo, que permanece responsável até a mudança de liderança, ainda sem data exata.
Finkelsztain já esteve no radar do Santander em 2023, quando
Sobre a troca de comando
foi sugerido ao Conselho de Administração ocupar o posto, mesmo exercendo paralelamente o papel na B3. A proposta não agradou plenamente aos acionistas da Bolsa na ocasião, o que freou o movimento.
Trajetória de Mario Lopes Leão
Engenheiro pela USP, Leão está no Santander há 11 anos, desde 2015, quando assumiu a diretoria de banco de atacado e de investimentos. Antes, atuou por sete anos no Morgan Stanley, em mercado de capitais.
Desempenho e contexto
Dois anos após sua chegada, Leão integrou o Comitê Executivo e chegou à presidência em janeiro de 2022, substituindo Sérgio Rial. O período foi marcado pela retomada econômica e por turbulência internacional.
A gestão enfrentou ainda a fraude de cerca de 40 bilhões de reais na Americanas, descoberta no início de 2023, que afetou crédito a varejo para bancos. O Santander foi um dos grandes credores e o episódio impactou resultados nos anos seguintes.
A atuação de Leão concentrou-se em melhorar resultados operacionais e acelerar a digitalização do banco, com redução da rede de agências. Ao fim de 2021, havia 3.379 unidades; esse total caiu para 1.688 no fim de 2025, segundo dados internos.
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