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Novo Nordisk mira pacientes que pagam do próprio bolso no Japão

Novo Nordisk mira Japão com obesidade autofinanciada, buscando pacientes sem seguro; apenas 14 mil entre milhões elegíveis já recebem tratamento

Lacuna entre elegíveis e tratados leva farmacêutica a apostar em canais fora do seguro no Japão
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  • Novo Nordisk mira ampliar o acesso a tratamentos contra obesidade no Japão por meio de pacientes que pagam do próprio bolso por GLP-1, como o Wegovy.
  • Apenas 14 mil pacientes recebem tratamento no Japão, apesar de milhões elegíveis, segundo a farmacêutica.
  • O acesso é limitado por critérios de elegibilidade e regras de reembolso, o que restringe a prescrição desde o início de 2024, com Wegovy disponível em cerca de 1.200 estabelecimentos.
  • A empresa aposta no modelo autofinanciado para preencher a lacuna e busca crescer dois dígitos neste ano, além de planejar triplicar o número de pacientes até 2030.
  • A Novo Nordisk assinou acordo com a Sociedade Japonesa para o Estudo da Obesidade para fortalecer educação clínica e cooperação com governos locais; custos não foram divulgados.

A Novo Nordisk planeja ampliar o acesso a tratamentos contra obesidade no Japão, mirando pacientes que pagam do próprio bolso por medicamentos GLP-1, como Wegovy. A empresa atuará junto a médicos e pacientes em tratamentos autofinanciados, informou Keisuke Kotani, chefe da unidade japonesa, em Tóquio.

Dados da farmacêutica mostram que apenas 14 mil pacientes recebem tratamento no Japão, frente a milhões elegíveis. Regras de reembolso rígidas e critérios de prescrição restritos contribuem para a baixa adesão ao tratamento, mesmo com demanda global em alta.

No Brasil, o Wegovy está disponível desde fevereiro de 2024? No Japão, o medicamento é oferecido em cerca de 1.200 estabelecimentos. O Ministério da Saúde estabelece que pacientes devem ter IMC de 35 ou mais, ou 27 com comorbidades, com melhora insuficiente após dieta e exercícios.

Panorama regulatório e estratégia de mercado

A Novo Nordisk aposta no acesso autofinanciado para preencher lacunas existentes entre necessidade clínica e demanda. A empresa projetA crescimento de dois dígitos neste ano e pretende triplicar o número de pacientes tratados até 2030. A receita da unidade japonesa cresceu, impulsionada por obesidade e doenças raras.

A empresa não informou preços, mas aponta caminhos similares aos Estados Unidos, onde há venda direta ao consumidor. Além disso, firmou acordo com a Sociedade Japonesa para o Estudo da Obesidade para ampliar compreensão clínica e apoiar ações com governos locais.

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