- Canais digitais já respondem por 36% das negociações de dívidas em fevereiro, segundo a plataforma Pagou Fácil, da Paschoalotto.
- A digitalização facilita negociações rápidas, menos burocráticas e disponíveis a qualquer momento, reduzindo a dependência de estruturas tradicionais.
- A inadimplência continua associada à fragilidade da renda: 42,03% dos atrasos são ligados a salário ou rendimentos, 20,55% a endividamento e 20,07% a desemprego.
- Seguem os principais tipos de dívida: bancos e cartões (26,3%), contas básicas como água, luz e gás (22%), financeiras (19,8%) e serviços (11,8%).
- A composição demográfica permanece estável, com 50,5% de inadimplentes do sexo feminino e 49,5% masculino; as faixas de 26 a 40 e de 41 a 60 anos concentram a maior presença.
A recuperação de crédito no Brasil passa por uma transformação: 36% das negociações de dívidas já ocorrem por canais digitais, segundo um relatório da plataforma Pagou Fácil, da Paschoalotto, referente a fevereiro. O dado aponta mudança relevante na relação entre credores e devedores.
A pesquisa destaca que a digitalização reduz burocracia, oferecendo negociações mais simples e disponíveis a qualquer momento. O objetivo é tornar o processo mais rápido e autônomo para o consumidor, ao mesmo tempo em que reduz custos operacionais para as empresas.
Diego Martins Mosquim, diretor de planejamento e qualidade da Paschoalotto, afirma que a digitalização está alterando a dinâmica da recuperação de crédito. No cenário atual, a inadimplência se relaciona mais à fragilidade da renda do que ao consumo irresponsável.
A análise aponta que as dívidas ligadas a bancos e cartões representam 26,3% do total, seguidas por contas básicas como água, luz e gás (22%), financeiras (19,8%) e serviços (11,8%). A distribuição indica padrões de compromissos recorrentes no endividamento.
No aspecto demográfico, a inadimplência está relativamente equilibrada entre homens (49,5%) e mulheres (50,5%), com maior concentração entre as faixas de 26 a 40 anos e 41 a 60 anos, grupos ativos economicamente.
Transformação estratégica
A digitalização deixa de ser apenas eficiência operacional e passa a estratégia. Para empresas, há redução de custos de contato, maior capilaridade e maior personalização das ofertas. Para o consumidor, há conveniência, discrição e rapidez na renegociação.
O relatório sugere que a recuperação de crédito pode se tornar um campo de inteligência financeira, combinando dados, segmentação e capacidade de negociação para recuperar ativos sem aumentar a fricção com o consumidor. Mosquim reforça essa visão de longo prazo.
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