- O Paraguai, de 6,1 milhões de habitantes, tem atraído investidores da América Latina por impostos baixos, com aumento de mais de 60% nos pedidos de residência em 2025.
- Investidores de Wall Street têm comprado títulos da dívida paraguaia, enquanto o presidente conservador Santiago Peña aproxima políticas do estilo MAGA dos Estados Unidos.
- O país mantém relações com Taiwan e não vende carne ou soja para a China, buscando diversificar parcerias e reduzir dependência de um único mercado.
- A economia, de cerca de US$ 47 bilhões, recebeu reconhecimento de crédito de grau de investimento pela Moody’s em 2024 e pela S&P Global em 2023.
- Desafios persistem: mais de sessenta por cento da força de trabalho na informalidade e cerca de vinte por cento da população em situação de pobreza, apesar de avanços fiscais e monetários. Também houve emissão recorde de dívida em guaranis, após US$ 500 milhões em 2024.
Paraguai decola: como o país entrou no radar de Wall Street e virou ímã para investidores. O país, cercado por Argentina e Brasil, tem atraído empreendedores da região com impostos baixos, registrando aumento de mais de 60% nos pedidos de residência em 2025. A transformação ocorre em Assunção, onde o cenário de infraestrutura luta para acompanhar o ritmo.
Investidores de Wall Street passaram a comprar títulos de dívida paraguaia, enquanto o governo de Santiago Peña traça uma agenda pró-negócios. Peña viaja constantemente ao exterior desde agosto de 2023 para divulgar a abertura do país aos investimentos. A relação com os EUA ganhou destaque em encontros recentes em Miami.
A economia paraguaia, estimada em cerca de US$ 47 bilhões, tem crescido rapidamente e conquistado rating de investimento pela Moody’s em 2024 e pela S&P Global no ano seguinte. O país já projeta inflação de um dígito e crescimento anual próximo de 4% nas últimas duas décadas.
Panorama econômico
Selene Rojas, diretora do Shopping del Sol, destaca a mudança de percepção sobre o Paraguai, de país marginal a destino de negócios. O país mantém relações diplomáticas com Taiwan, o que limita exportações para a China, e não possui voos diretos com os EUA.
O governo aprovou acordos de defesa após a cúpula de Miami, permitindo a entrada de tropas americanas. Peña descreve o Paraguai como em processo de renascimento econômico, alinhado com políticas pró-mercado e reformas fiscais.
Apesar do otimismo, o país enfrenta desafios. Mais de 60% da força de trabalho atua na informalidade e cerca de 20% da população vive abaixo da linha de pobreza. A corrupção figura entre os maiores obstáculos, segundo índices internacionais.
O país tem apostado em emissão de dívida em moeda local, guarani, com recorde recente de US$ 1 bilhão. Profissionais afirmam que essa trajetória sinaliza maior credibilidade financeira e maior integração aos mercados globais.
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