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Bolsas asiáticas caem com pressão em Estreito de Ormuz

Bolsas asiáticas abrem em queda após impasse entre EUA e Irã sobre Ormuz, com petróleo acima de US$ 100 e risco de interrupção de fornecimento global

Os mercados asiáticos são especialmente sensíveis ao que acontece em Ormuz pois países como China, Índia, Japão e Coreia do Sul são dependentes do petróleo que atravessa o estreito
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  • As principais Bolsas da Ásia abriram em queda nesta segunda-feira (23.mar.2026), com o derretimento ligado ao impasse entre EUA e Irã sobre a via de comércio no estreito de Ormuz.
  • Os recessionismos marcados registraram quedas expressivas: Xangai −2,25%, Hang Seng −3,18%, Nikkei −3,68%, Kospi −5,78% entre outros, refletindo a pressão sobre o petróleo que passa pela região.
  • No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou fechar Ormuz caso o Irã não reabrisse a passagem em 48 horas, citando ações contra as usinas de energia do país.
  • O Irã respondeu no domingo (22.mar) dizendo que fechará o estreito de Ormuz de forma indefinida se houver ataque americano, mantendo o controle sobre a rota desde o início do conflito.
  • O cenário elevou custos na região e, conforme a situação permanece, seguradoras já elevaram significativamente o preço de seus serviços para navios que cruzam Ormuz.

As bolsas asiáticas abriram em queda nesta segunda-feira (23 mar 2026), em resposta ao impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a via de comércio no Oriente Médio. O estreito de Ormuz acirrou a tensão, alimentando a aversão ao risco entre investidores.

O derretimento foi observado em diversos índices: Xangai −2,25%, China A50 −1,70%, CSI 1000 −2,68%, Hang Seng −3,18%, Nikkei −3,68%, Kospi −5,78%, STI −2,11%, Nifty 50 −1,78%, BSE Sensex −1,84%. A queda sinaliza sensibilidade regional ao petróleo que passa por Ormuz.

Contexto da tensão financeira e geopolítica

No fim de semana, o governo dos EUA intensificou a pressão ao usar redes sociais para exigir a reabertura de Ormuz em 48 horas, sob ameaça de ações militares contra o Irã. A resposta iraniana foi anunciada no domingo: fechar o estreito de forma indefinida caso haja ataque.

O Irã afirma que o tráfego em Ormuz está restrito a navios hostis, e que o fechamento pode se tornar total se as ações norte-americanas forem concretizadas. O estreito permanece sob controle iraniano desde o início da guerra regional em curso.

A situação já elevou custos na região: seguradoras aumentaram significativamente as tarifas para navios que passam pela área, e há risco potencial de impactos prolongados no abastecimento de energia e gás globalmente.

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