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Em Savennières, herdeiros tentam manter seu domínio de vinho contra investidores ricos

Herdeiros do Closel buscam manter domínio familiar diante do interesse de investidores, com plano de cessão avançando para audiência em Angers

Aloïs, Amaury et Mayeul Bazin de Jessey.
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  • O domínio do Closel, símbolo de Savennières, está em recuperação judicial e pode ser vendido, com audiência prevista no tribunal judiciário de Angers.
  • Os três irmãos Amaury, Aloïs e Mayeul Bazin de Jessey tentam manter a exploração familiar de 15 hectares após a morte da tia Evelyne de Pontbriand, em 2024.
  • O faturamento caiu significativamente, levando a costa a ficar apertada; uma nova responsável comercial foi contratada para reanimar as vendas.
  • Foi lançada uma pré-venda do millésime 2023, com mais de 850 apoiadores e cerca de 215 mil euros já arrecadados online.
  • Investidores franceses e estrangeiros mostram interesse na Savennières, e a família aposta na continuidade familiar versus a venda para um grande grupo.

A cobrança de gestão do Domaine du Closel, em redressement judiciaire, acendeu o temor entre os herdeiros da família Bazin de Jessey. Aloïs, Amaury e Mayeul tentam manter o domínio em Savennières, diante do interesse de investidores externos. O motivo é a crise financeira após a morte da tia Évelyne de Pontbriand, em 2024.

A empresa abriu mão de dois funcionários do setor comercial nos últimos meses e nomeou um procurador para gerir o patrimônio. O faturamento caiu pela metade ou mais, e os herdeiros precisaram buscar novas ações para evitar a liquidação.

Os três irmãos anunciaram uma pré-venda do vinho de 2023 para mostrar viabilidade comercial e manter o projeto vivo. Em poucas semanas, o faturamento on-line superou 215 mil euros, segundo Amaury, com cerca de 850 apoiadores.

O domínio tem 15 hectares e fica no coração de Savennières, apelando para a busca de uma solução que preserve a gestão familiar. A consagrada região é apontada como uma das mais prestigiosas do Vale do Loire, com grande potencial de crescimento.

Conforme relatado por Aloïs, investidores de grandes famílias, tanto nacionais quanto estrangeiras, têm acompanhado a situação. A família ressalta que a escolha no tribunal pode definir o futuro da empresa: empresa familiar ou de grande grupo.

A história do Closel está ligada à história da Savennières, que ganhou destaque com a atuação da família na década de 1950. A avó dos atuais proprietários liderou a transformação da vinícola e deixou um legado de diversidade de estilos.

Apesar dos golpes do mercado, os irmãos prometem manter a linha de produção que contempla vinhos moelleux e secos. O trio pretende permanecer ativo até a audiência no tribunal de Angers, prevista para as próximas semanas.

A família reforça que a defesa do projeto envolve não apenas a riqueza da vinha, mas o conceito de gestão familiar frente apressões de grandes investidores. O desfecho depende de propostas de compra apresentadas ao juiz.

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