- Mais de 2.600 municípios não têm agências bancárias, o que afeta quase 20 milhões de pessoas.
- Em dez anos, 37% das agências encerraram as atividades e 638 municípios ficaram sem acesso aos serviços.
- O avanço tecnológico e a redução de custos de operações aceleraram a mudança, com os canais digitais sendo preferidos pelo novo perfil de consumidor.
- Especialista Gustavo Kloh destaca que a ausência de atendimento presencial impacta grupos como idosos e trabalhadores informais que lidam com dinheiro.
- Atendimentos complexos, como financiamento imobiliário e previdência privada, costumam exigir acompanhamento presencial; a autenticação digital ainda não abrange a maioria das transações.
Em dez anos, 37% das agências bancárias encerraram atividades, e 638 municípios deixaram de ter acesso aos serviços. Hoje, mais de 2.600 cidades no Brasil não contam com agências físicas, impactando quase 20 milhões de pessoas.
O cenário é parcialmente explicado pelo avanço tecnológico e pela queda nos custos operacionais. As instituições financeiras têm migrado parte dos serviços para canais digitais, alinhando-se ao novo perfil de consumidores.
O que restou da presença física atende principalmente grupos que ainda lidam com dinheiro e precisam de suporte para operações complexas, como financiamentos imobiliários ou previdência privada. A agência física continua sendo crucial para resolver problemas que exigem atendimento detalhado.
Desafios de segurança e acesso
Sistemas de confirmação por dois fatores e reconhecimento facial ficam restritos a um público menor e a transações de alto valor. Sem esse acesso, o uso de meios digitais pode representar maior vulnerabilidade para muitos usuários.
A pandemia de dados mostrou que a presença de agências físicas continua essencial para determinados setores da população, especialmente idosos e trabalhadores informais, que dependem de atendimento presencial para serviços mais complexos.
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