- Larry Fink, CEO da BlackRock, diz que o avanço da IA pode ampliar a concentração de riqueza, beneficiando quem já possui ativos financeiros.
- Em carta anual aos acionistas, ele defende mudanças no sistema de Previdência Social dos EUA para permitir maior participação em ativos de mercado e ampliar riqueza no longo prazo.
- Fink sugere debate sobre diversificar os investimentos do Fundo Fiduciário da Previdência Social, incluindo possibilidade de conter a concentração apenas em títulos do Tesouro.
- O executivo afirma a necessidade de atualizar o sistema de mercados para que ativos tradicionais e tokenizados convivam, sem privatizar a Previdência.
- Entre outros pontos, ele aponta impulso para incluir ativos privados em planos de poupança 401(k) nos EUA, além de defender mix energético que inclua gás natural, energia nuclear e solar para sustentar a demanda de data centers.
Larry Fink, CEO da BlackRock, defende mudanças na Previdência dos EUA para ampliar participação de mais pessoas em ativos de mercado e estimular riqueza de longo prazo. A observação foi feita na carta anual aos acionistas, publicada pela Bloomberg.
Segundo Fink, o atual ciclo de IA pode ampliar a desigualdade, já que a riqueza se concentra entre quem já possui ativos financeiros. Ele projeta que a IA criará valor econômico, mas pode deixar mais gente para trás se não houver mudanças estruturais.
A carta registra que, apesar de a IA criar empregos, também deslocará trabalhadores, exigindo adaptação. A gestora administra mais de US$ 14 trilhões para clientes e aponta que o desafio é incentivar o investimento de longo prazo para capturar o crescimento potencial.
Acesso a investimentos e participação de trabalhadores
Fink ressalta que, quando a capitalização de mercado sobe sem aumento correspondente na base de proprietários, a prosperidade parece inacessível para quem não detém ativos. A proposta é ampliar a inclusão por meio de reformas na Previdência Social.
O executivo afirma que não é a favor da privatização nem da alocação total de fundos no mercado de ações. A ideia é repensar o sistema para evitar futuras quebras na capacidade de pagamento aos poupadores na aposentadoria.
Propostas para o sistema público de aposentadoria
O texto defende discutir diversificação do portfólio da Previdência Social, atualmente investido majoritariamente em títulos do Tesouro. A meta é manter a promessa de benefício, sem comprometer a solvência do programa.
Fink não rejeita mudanças graduais, mas reconhece que ajustes significativos enfrentariam resistência. Segundo ele, manter o status quo pode comprometer a credibilidade do sistema.
Investimentos da BlackRock em IA e infraestrutura
A carta dá conta de investimentos da BlackRock em IA, centros de dados e infraestrutura de energia para sustentar a tecnologia. Nos últimos anos, a firma ampliou participações em ativos privados e títulos, além de aquisições estratégicas.
O texto cita aquisições relevantes, como investimentos em parcerias para infraestrutura de dados e crédito privado, bem como a compra de empresas de dados para fortalecer o portfólio.
Detalhes operacionais e panorama de mercado
Fink aponta um impulso regulatório para facilitar a inclusão de ativos privados em planos 401(k) nos EUA. Ele também destaca a demanda por energia, incluindo gás natural e energia nuclear, além de solar, como fonte de alimentação de data centers.
Ele observa que a energia solar vem com custos decrescentes e rápida implantação, destacando a necessidade de diversificar fontes de energia para acompanhar o crescimento do setor. A carta conclui defendendo atualização dos mercados digitais sem criar regras complexas demais.
Contexto e próximos passos
Ao longo de mais de uma década, a BlackRock elevou o valor dos ativos sob gestão, impulsionada por fundos de índice de baixo custo e ações privadas. A empresa continua buscando parcerias com grandes nomes de tecnologia para IA e infraestrutura.
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