- Banco Central lança novo recurso para bloquear transações suspeitas acima de um teto, para evitar fraudes e ataques hackers no sistema de pagamentos.
- Medida surge dois dias depois do roubo de mais de R$ 100 milhões via Pix no BTG Pactual.
- Em entrevista à Record News, o especialista Arthur Igreja diz que a medida não é resposta direta ao caso, mas reforça a proteção das instituições.
- O sistema atua como gatilho preventivo, interrompendo operações quando há indícios de irregularidade para conter danos.
- A iniciativa é comparada a mecanismos de parada usados na bolsa de valores para limitar perdas em momentos de instabilidade.
O Banco Central lançou um novo sistema para reforçar a proteção contra fraudes e ataques hackers em transações do sistema de pagamentos. A medida chega dois dias após o caso envolvendo o BTG Pactual, no qual mais de R$ 100 milhões foram desviados via Pix. A iniciativa busca reduzir danos abrindo margem para atuação rápida das instituições.
Segundo o BC, a ferramenta permite bloquear transações suspeitas com base em um teto de valor previamente estabelecido. A ideia é interromper operações antes que valores maiores sejam movimentados, aumentando a proteção de clientes e das próprias instituições. O objetivo é tornar o sistema mais ágil sem depender unicamente de auditorias posteriores.
Em entrevista ao Conexão Record News, Arthur Igreja, especialista em tecnologia, afirma que a medida não está vinculada ao caso específico do BTG, mas serve de proteção adicional. Ele destaca que o mecanismo funciona como gatilho preventivo para limitar perdas em cenários de fraude ou ataque cibernético.
Funcionamento do novo sistema
O BC mantém o foco na proteção das instituições durante o processamento de pagamentos. Ao detectar indícios de irregularidade acima de um teto definido, o sistema acionaria o bloqueio automático de transações, permitindo avaliação adicional pelas instituições envolvidas. A prática busca equilibrar velocidade de resposta e segurança.
Para especialistas, a mudança representa uma melhoria na prevenção, semelhante a mecanismos de parada usados em outras áreas financeiras. Ao impedir a continuidade de operações suspeitas, reduz-se o risco de danos financeiros maiores antes da intervenção humana.
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