- ETFs de Bitcoin atraíram US$ 2,5 bilhões no mês, equivalentes a R$ 13,1 bilhões, quase revertendo as perdas do ano.
- Em março, houve nove dias de entradas superiores a US$ 150 milhões, incluindo um dia de US$ 458,19 milhões.
- O Bitcoin permanece 40% abaixo de sua máxima histórica de outubro de 2025, mas os fluxos dos ETFs continuam firmes.
- ETFs representam 37% do volume total do mercado de ações dos EUA, a maior média mensal já registrada, indicando maior interesse institucional.
- Analistas veem os ETFs como ferramenta de hedge e diversificação, com possibilidade de recuperação mais ampla se as condições macroeconômicas se estabilizarem.
No mês de março, ETFs de Bitcoin atraíram quase US$ 2,5 bilhões (R$ 13,1 bilhões), segundo dados da SoSoValue. O fluxo eliminou boa parte das saídas acumuladas no ano e ocorreu mesmo com o Bitcoin registrando queda expressiva.
A série de entradas no mês foi marcada por nove dias com aportes superiores a US$ 150 milhões. Houve um recorde de US$ 458,19 milhões em 2 de março e dois dias consecutivos acima de US$ 200 milhões nos dias 16 e 17 de março.
Os fluxos semanais acompanharam esse ritmo forte: US$ 787,31 milhões na última semana de fevereiro, seguidos por US$ 568,45 milhões, US$ 767,33 milhões, US$ 95,18 milhões e US$ 167,23 milhões em quase quatro semanas de março. Ao todo, entraram cerca de US$ 2,5 bilhões no mês.
Apesar da piora no preço do Bitcoin, que está 40% abaixo da máxima histórica de outubro de 2025, os ETFs continuam resistentes, apontam dados do CoinGecko. A atuação contrasta com o comportamento de ativos tradicionais.
Maior interesse institucional
A força dos ETFs ajuda a moldar o cenário do mercado. Segundo a Kobeissi Letter, os ETFs representam 37% do volume total do mercado de ações dos EUA, a maior média mensal já registrada. O indicador aponta alta de 13% desde o começo de 2025.
Analistas destacam que investidores institucionais passam a usar ETFs como ferramenta de hedge e ajuste de exposição, reduzindo a necessidade de vender ações individuais. A atividade regulada dos ETFs contribui para maior facilidade de acesso e gestão de risco.
O movimento também reflete a visão de que o Bitcoin passa a ser visto como um ativo de liquidez com perspectiva de longo prazo, em vez de reagir aos choques macro de curto prazo. A substituição de fluxos entre ETFs de ouro e de Bitcoin é mencionada como indicação desse reposicionamento.
O cenário é acompanhado de perto por investidores e gestores. Paralelamente, houve avanços regulatórios e de produto em várias frentes, com maior interesse institucional e lançamentos próximos de ETFs ligados ao Bitcoin.
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