- Europa perde abastecimento de gás natural liquefeito para a Ásia, com navios desviados a caminho do Oriente devido a conflitos no Médio Oriente e à alta de preços.
- Dados de rastreamento indicam que cerca de uma dúzia de cargueiros no Atlântico foram redirecionados, com onze entregas confirmadas saindo da Europa para a Ásia, mais duas para o Egito e uma para a Turquia.
- O estreito de Hormuz, responsável por cerca de vinte por cento do LNG global, permanece sob tensão, agravando interrupções de fornecimento e elevando preços globais.
- Itália, Bélgica e Polônia buscam alternativas: Roma visita Argélia para repor gás, enquanto estudos sugerem que a Itália poderia substituir o LNG qatari por renováveis em um ano; Bélgica e Polônia trabalham com fontes dos Estados Unidos, Nigéria e Rússia (com a Rússia em processo de cortes).
- Os Estados Unidos sinalizam para a União Europeia que o acordo comercial pode reduzir o acesso preferencial do bloco ao LNG, caso as negociações da parceria não avancem.
Europe perde cargos de LNG para a Ásia à medida que conflitos no Oriente Médio valorizam o gás e ampliam a competição global. A produção qatari enfrenta interrupções, elevando preços e pressionando compradores europeus.
Dados de rastreamento de navios indicam que várias turbinas mudaram de rota durante a viagem, com quase uma dúzia de cargueiros atlânticos realocados. A busca por suprimentos alternativos se intensifica.
A Straits of Hormuz, ponto-chave que responde por cerca de 20% do LNG global, permanece sob tensão. Irã retalia ataques com mísseis, agravando a insegurança na região.
Ras Laffan e força maior
A Ras Laffan, maior complexo de LNG do mundo, sofre impactos de greve que levou QatarEnergy a declarar força maior em contratos com Bélgica, Itália e Polen. A medida aumenta a incerteza de fornecimento para a Europa.
Ações de diversificação ganham força: navios com gás natural liquefeito seguem para a Ásia, onde o prêmio de preço em relação à Europa é de cerca de 1 a 3 dólares por MMBtu, segundo a referência JKM. A Europa enfrenta pressão de preço.
Repercussões por país
Itália, Bélgica e Polônia buscam alternativas. A chefe do governo italiana, Giorgia Meloni, visita a Argélia em meio a esforços para substituir gás qatari. Estudos indicam que a Itália poderia reduzir dependência com renováveis em um ano.
Na Bélgica, o manejo da queda de fornecimento qatari envolve a busca por suprimento dos EUA, Nigéria e Rússia, ainda que a opção russa tenha prazo de fim de participação próximo. A Polônia destaque a diversificação como viável para mitigar perdas.
Perspectivas e cenário energético
A volatilidade eleva o preço do gasoduto europeu, com a referência Dutch TTF perto de €53–€54 por MWh, após pico acima de €60. O armazenamento de gás enfrenta temporada de recarga, elevando preocupações de abastecimento.
A indústria observa que a Europa compete por volumes limitados de LNG, enquanto a demanda asiática se beneficia de importações mais estáveis. O impacto financeiro depende da capacidade de restabelecer fluxos e reduzir vulnerabilidades.
Relação com EUA e acordo comercial
O governo dos EUA pressionou a UE, alegando termos menos favoráveis de acesso ao LNG se o acordo comercial não for aprovado. A expectativa é de votação para a assinatura, com impactos potenciais sobre preços e opções de fornecimento para a Europa.
Colaborações energéticas entre EUA e Europa continuam sob escrutínio, com ênfase na estabilidade de suprimentos até a próxima temporada de inverno.
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