- O Morgan Stanley projeta alta de 20% nos lucros do S&P 500 nos próximos 12 meses, mesmo com a guerra no Oriente Médio e alta do petróleo.
- As projeções são baseadas em dados da Bloomberg Intelligence e mostram lucro das empresas do índice em ascensão apesar de riscos geopolíticos.
- A gerenteização aponta que os lucros do terceiro trimestre devem crescer 11,9% até março, ante 10,9% antes da guerra no Irã.
- Analistas revisaram para cima estimativas de lucros e vendas para os próximos três trimestres, com parte do ajuste atribuída à dissipação de tarifas.
- Há ressalvas: se o petróleo ficar em torno de 110 dólares o barril até o fim do ano, as projeções podem recuar até 5 pontos percentuais.
Morgan Stanley projeta alta de 20% nos lucros do S&P 500 nos próximos 12 meses, mesmo diante da escalada da guerra no Oriente Médio. A previsão foi divulgada por estrategistas do banco, com ajustes impulsionados pela resistência da lucratividade corporativa norte-americana.
Segundo dados compilados pelo Morgan Stanley, o mercado permanece otimista com relação aos lucros do índice, apesar da alta de petróleo e de riscos para a demanda. A visão contrasta com a fase de volatilidade geopolítica observada neste mês.
A equipe de estratégias aponta que, historicamente, esse tipo de projeção ocorre quando a economia não opera sob recessão. Um dos responsáveis pela análise, Mike Wilson, ressalta que o pico de petróleo tende a não interromper o ciclo de negócios.
Perspectivas de lucro e fatores de apoio
A opinião de Wilson é que o S&P 500 tem mostrado robustez diante da intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Dados da Bloomberg Intelligence indicam revisões positivas de lucro e vendas para os próximos três trimestres, com estimativas de alta de 11,9% no trimestre até março.
As projeções de lucros para o trimestre atual ficaram acima do previsto antes da invasão ao Irã, com aumentos de 1,9% e 1,5% nas perspectivas de lucro e vendas, respectivamente. A dissipação parcial do impacto tarifário também foi citada como fator de suporte.
Wall Street também acompanha ajustes de metas. Na terça-feira, estrategistas do Barclays elevaram suas projeções para o fim do ano, citando a força da economia dos EUA e do setor de tecnologia. Em contrapartida, o JPMorgan Chase alerta para riscos caso o petróleo permaneça em US$ 110 por barril.
Impactos e riscos para o curto prazo
A temporada de lucros do primeiro trimestre será o primeiro grande teste para o otimismo atual. Custos de energia mais elevados podem reduzir o gasto do consumidor e limitar o lucro das empresas, conforme analistas. A volatilidade geopolítica segue como pano de fundo.
Especialistas lembram que ajustes de lucros costumam atrasar em cenários de incerteza. O estrategista Garrett Melson, da Natixis Investment Managers, destaca que as estimativas costumam ser revistas com atraso diante de choques econômicos e geopolíticos.
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