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Pistache argentino cresce 500% e atrai grandes investidores

Argentina mira exportação de pistache diante de déficit global e demanda em alta; investidores veem tecnologia e irrigação como chave para ampliar a produção

Castanhas de pistache
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  • O pistache, chamado “ouro verde”, vive impulso de demanda global de cerca de 6,5% ao ano, com oferta abaixo de 5% e previsão de déficit de cerca de 250 mil toneladas em 2040, segundo USDA e Conselho Internacional de Nozes.
  • A Argentina cresce como polo off-season, com área cultivada entre 7.000 e 9.000 hectares; San Juan lidera com 6.500 hectares, respondendo por 90% da produção nacional.
  • O mercado interno registra aumento expressivo de pistache descascado, com importações impulsionadas por produção de sorvetes, alfajores e doces.
  • A produção exportadora argentina busca consolidar-se no hemisfério sul, com rendimentos médios de 3.500 kg por hectare e uso de irrigação e rastreabilidade para atender demanda global.
  • Empresas-chave: Pisté S.R.L. (viveiro e sementes), Frutos del Sol (1.100 hectares, exporta 1,6 milhão de kg/ano), SolFrut (1.100 hectares com produção a partir de 2027) e projetos de financiamento como la Memita para investidores a partir de US$ 30 mil por hectare.

O pistache, apelidado de “ouro verde”, ganha espaço na agroindústria argentina. A tendência gourmet e o interesse por alimentação saudável impulsionam a demanda, enquanto a oferta mundial cresce abaixo do ritmo do consumo. A equação aponta para demanda global em 6,5% ao ano e oferta estagnada.

Estados Unidos, Irã e Turquia respondem por 90% da produção mundial. A escassez hídrica e a saturação de solos limitam novos desenvolvimentos nesses países, fortalecendo a posição da Argentina como polo emergente no setor.

Especialistas estimam que, até 2040, haverá déficit estrutural de 250 mil toneladas entre oferta e demanda. Esse desequilíbrio sustenta a previsibilidade de preços e atrai investimentos de longo prazo na cadeia produtiva.

Essa situação projeta a Argentina como ator relevante no hemisfério sul, com vantagem competitiva pela entressafra. O país vem registrando crescimento acelerado na área plantada, apoiado por tecnologia e gestão de irrigação.

Na prática, a área cultivada subiu 500% nos últimos anos, segundo o INTA, para entre 7.000 e 9.000 hectares. San Juan lidera com 6.500 hectares, respondendo sozinha por cerca de 90% da produção nacional.

Participantes e modelos de negócio

Frutos del Sol aparece como líder de volume, com 1.100 hectares e exportação anual de 1,6 milhão de quilos. A empresa atua em cadeia integrada, do plantio ao processamento, incluindo depósito na Itália.

Pistachos de los Andes atua desde 1998, ampliando de 75 para 300 hectares em San Juan. Controla todo o ciclo produtivo, com foco em mercados como Espanha e Brasil.

SolFrut, do Grupo Phrónesis, representa a entrada de grandes grupos no setor. Com 1.100 hectares, a produção começa em 2027, com projeção de chegar a 2.000 hectares nos próximos anos.

Prodeman, por trás da marca Maní King, atua desde 2018 com 500 hectares em 9 de Julho, San Juan, somando infraestrutura de irrigação e assistência técnica.

AgroFides, liderada por Juan Ignacio Ponelli, detém 110 hectares próprios e utiliza fundo de investimento para financiar plantações. O modelo busca retornos de até 20% ao ano em dólares.

Potencial de mercado e rendimento

Com preço de referência próximo a US$ 6 por quilo, o pistache argentina consolida-se como ativo de baixo risco relativo. A produção objetiva 3.500 kg por hectare, com picos de até 6.000 kg em anos de alta produtividade.

O consumo interno acompanha a expansão, impulsionado por indústrias de sorvetes, confeitaria e cosméticos. Importações de pistache descascado cresceram expressivos 17.000% nos últimos cinco anos.

A aposta nacional se sustenta na inovação tecnológica, rastreabilidade e irrigação adaptada ao clima seco do oeste. O objetivo é ampliar a participação brasileira, espanhola e europeia na demanda global.

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