- IPCA-15 subiu 0,44% em março, apontando desaceleração da inflação mensal até o indicador.
- Alimentos e bebidas lideraram as altas do mês, com variação de 0,88% e impacto relevante no índice. Destaques: açaí 29,95% e feijão-carioca 19,69%.
- Outros itens com peso expressivo: ovo 7,54%, leite longa vida 4,46% e carnes 1,45%. Café moído (-1,76%) e frutas (-1,31%) ficaram mais baratos.
- Comer fora de casa ficou mais caro, porém com aumento menor: alimentação fora do domicílio 0,35% em março; lanche 0,50% e refeição 0,31%.
- Nos últimos doze meses, o IPCA acumula 3,90%, e o IPCA-E (trimestre jan-mar) chegou a 1,49%.
O IPCA-15, divulgado pelo IBGE, apontou inflação de 0,44% em março. O indicador recuou, mas o grupo de alimentos e bebidas mais que compensou a desaceleração, com alta expressiva em itens como açaí e feijão.
Entre os componentes, a alimentação puxou o índice, com variação de 0,88% e impacto de 0,19 ponto no IPCA. A alimentação dentro de casa subiu de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março, pressionando o bolso do consumidor.
Destaques que mais pesaram foram o açaí (29,95%), o feijão-carioca (19,69%), o ovo (7,54%), o leite longa vida (4,46%) e as carnes (1,45%). Por outro lado, o café moído recuou 1,76% e as frutas caíram 1,31%.
Alimentação fora de casa e serviços
Comer fora de casa também ficou mais caro, porém com menor intensidade (0,35% em março, frente a 0,46% em fevereiro). O lanche subiu 0,50%, enquanto a refeição desacelerou para 0,31%.
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula 3,90%. No trimestre jan-mar, o IPCA-E ficou em 1,49%. Em março do ano passado, a prévia havia sido de 0,64%.
Despesas pessoais e habitação
O grupo Despesas pessoais avançou 0,82%, contribuindo com 0,09 ponto no índice. Serviços bancários subiram 2,12% e o salário do empregado doméstico ficou 0,59% mais caro.
Na Habitação, a alta passou de 0,06% para 0,24%. A energia elétrica residencial avançou 0,29%, com reajustes de concessionárias, incluindo maior reajuste no Rio de Janeiro (1,82% no cálculo parcial). A água subiu 0,44%.
Transportes e combustíveis
No setor de Transportes, o grupo avançou 0,21%. Passagens aéreas puxaram o mês, com incremento de 5,94% (o maior impacto), enquanto o ônibus intermunicipal subiu 1,29% e o táxi 0,56%.
O diesel registrou alta de 3,77%, enquanto gás veicular caiu 2,27% e etanol recuou 0,61%. O custo do gás encanado caiu 0,99% em meio a reduções tarifárias em algumas cidades.
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