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Argentina: BC compra US$ 1,2 bi em março, sustenta o peso

BC argentino acumula US$ 1,217 bilhão até 25 de março, com maior oferta de divisas e estímulos, fortalecendo o peso e a recomposição de reservas

Notas de 100 pesos argentinos
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  • O Banco Central da Argentina comprou US$ 1,217 bilhão em março, até o dia 25 de março, para conter pressões sobre o peso.
  • Na última quarta-feira, 25 de março, foram adquiridos US$ 146 milhões no mercado à vista.
  • A atuação busca recompor reservas internacionais após anos de fragilidade externa e menor intervenção cambial.
  • Fatores internos e externos sustentam o movimento: altas taxas em pesos estimulam aplicações de curto prazo e há expectativa de maior fluxo de exportações.
  • O JPMorgan aponta variação no risco-país, marcando 595 pontos em 25 de março, frente a quase 630 pontos no mês anterior e 761 pontos há um ano.

O Banco Central da Argentina (BCRA) manteve o ritmo de compras no mercado de câmbio em março, acumulando US$ 1,217 bilhão até o dia 25. Na última quarta-feira, foram adquiridos US$ 146 milhões, em uma sequência iniciada em 5 de janeiro. A operação ocorre em um cenário de maior oferta de divisas e estímulos domésticos que ajudam a conter a pressão sobre o peso.

A estratégia visa recompor reservas internacionais após anos de fragilidade externa e de intervenção reduzida no câmbio. A atuação busca sustentar a liquidez em dólares sem provocar volatilidade imediata no mercado cambial.

Segundo o jornal Ámbito Financiero, a dinâmica recente é consequência de fatores domésticos e externos. No front interno, taxas em pesos elevadas estimulam aplicações em instrumentos de curto prazo do Tesouro, atraindo capital financeiro, e a expectativa de maior fluxo de exportações aumenta a oferta de dólares no mercado.

O relatório aponta ainda que a recuperação do superávit energético e a perspectiva de liquidação da safra agrícola a partir de abril devem ampliar as entradas de divisas nas próximas semanas. Esses elementos ajudam a sustentar o ritmo de compras do BCRA sem pressão cambial de curto prazo.

Essa combinação de fatores reforça a leitura de que, no curto prazo, o banco central consegue acumular reservas com menor risco de choque cambial, ainda que haja sinais sazonais de atuação ao longo do ano.

Contexto interno e sazonalidade

A avaliação de mercado indica que o padrão histórico mostra concentração de compras no primeiro trimestre, com projeção de alta participação até junho. Economistas citados pela imprensa destacam a natureza de janela de acumulação de reservas, sujeita a variações sazonais.

Panorama macro e riscos

O ritmo do BCRA ocorre em meio ao acompanhamento de indicadores de risco, com o JPMorgan apontando oscilações no risco-país ao longo de março. O índice ficou em 595 pontos numa leitura recente, após atingir patamares próximos de 630 no mês, mantendo-se distante do nível de 761 pontos de um ano atrás.

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